02/10/2006
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11h23
da Folha Online
Membros do Exército libanês começaram a se posicionar nesta segunda-feira nas áreas onde houve a retirada das tropas de Israel, no sul do Líbano, em cumprimento da resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU.
Os soldados libaneses, apoiados por tanques e veículos de transporte de tropas, começaram seu posicionamento nas aldeias fronteiriças de Maruajin, Kfar Kila, Maroun El Rass, Blida e Adaisse, esvaziadas ontem por Israel, que ainda conserva uma posição no interior do Líbano que deve deixar nesta semana.
"Após ter lançado sua guerra contra o Líbano, Israel deve ter a convicção de que não pode obter seus objetivos pela força", afirmou o general-de-brigada Michel Suleiman, chefe do Estado-Maior libanês, que insistiu em que a missão de suas tropas é defender seu país.
Um responsável do grupo radical xiita Hizbollah, o xeque Hassan Ezzedin, afirmou que se Israel continuar violando a soberania libanesa seu grupo responderá aos ataques.
"O inimigo deverá assumir as conseqüências das violações por ar, terra e mar", disse Ezzedin, segundo as rádios locais, sem dar mais explicações sobre a possível resposta de sua organização.
O Hizbollah respeita o cessar-fogo que entrou em vigor no dia 14 de agosto, assim como Israel, mas se nega a entregar suas armas, como pede a resolução 1.701 da ONU, que fixou as bases da trégua e estipula que as únicas presenças armadas no sul do Líbano sejam o Exército libanês e as forças de paz das Nações Unidas.
O grupo xiita e tropas de Israel se enfrentaram durante 34 dias. O conflito deixou um saldo de cerca de 1.400 mortos [1.200 civis] no Líbano e 200 em Israel [a maioria militares].
Especial
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Exército libanês assume postos liberados pelas tropas de Israel
da Efe, em Beiruteda Folha Online
Membros do Exército libanês começaram a se posicionar nesta segunda-feira nas áreas onde houve a retirada das tropas de Israel, no sul do Líbano, em cumprimento da resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU.
Os soldados libaneses, apoiados por tanques e veículos de transporte de tropas, começaram seu posicionamento nas aldeias fronteiriças de Maruajin, Kfar Kila, Maroun El Rass, Blida e Adaisse, esvaziadas ontem por Israel, que ainda conserva uma posição no interior do Líbano que deve deixar nesta semana.
| Mohammed Zaatari/AP |
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| Exército libanês assume postos liberados pelas tropas de Israel neste domingo |
Um responsável do grupo radical xiita Hizbollah, o xeque Hassan Ezzedin, afirmou que se Israel continuar violando a soberania libanesa seu grupo responderá aos ataques.
"O inimigo deverá assumir as conseqüências das violações por ar, terra e mar", disse Ezzedin, segundo as rádios locais, sem dar mais explicações sobre a possível resposta de sua organização.
O Hizbollah respeita o cessar-fogo que entrou em vigor no dia 14 de agosto, assim como Israel, mas se nega a entregar suas armas, como pede a resolução 1.701 da ONU, que fixou as bases da trégua e estipula que as únicas presenças armadas no sul do Líbano sejam o Exército libanês e as forças de paz das Nações Unidas.
O grupo xiita e tropas de Israel se enfrentaram durante 34 dias. O conflito deixou um saldo de cerca de 1.400 mortos [1.200 civis] no Líbano e 200 em Israel [a maioria militares].
Especial


