25/10/2006
-
09h19
Forças americanas e iraquianas realizaram uma operação na região de Sadr City, bastião da milícia xiita liderada pelo clérigo Muqtada al Sadr (contrário à presença americana no Iraque), nesta quarta-feira, matando ao menos quatro pessoas e ferindo outras 18, segundo a polícia local.
A operação causou mal-estar entre as forças multinacionais e o premiê iraquiano, Nouri al Maliki, que disse "não ter sido informado" a respeito.
Segundo o Exército dos EUA, a ação de soldados americanos e forças especiais iraquianas visava deter "o comandante de um grupo ilegal armado que dissemina esquadrões da morte" na região leste de Bagdá, de acordo com um comunicado militar.
Na operação, forças iraquianas agiram por solo, com o apoio de aviões americanos. Segundo o comunicado dos EUA, foi utilizado "fogo preciso para eliminar a ameaça inimiga".
Moradores da região de Sadr City relataram que tiros e ataques aéreos tiveram início por volta das 23h (16h de Brasília) e duraram horas. O distrito permanecia cercado na manhã de hoje.
Grupos de partidários das Brigadas de Al Mahdi, grupo armado criado por Al Sadr, foram vistos dirigindo veículos na área, vestidos em trajes pretos, para tomarem parte nos confrontos.
Explosões e disparos de armas automáticas foram ouvidos e helicópteros americanos foram vistos sobrevoando a região. Ruas ficaram vazias e lojas da região foram fechadas.
Insatisfação
A ação foi condenada pelo premiê iraquiano, Nouri al Maliki, que disse que não havia sido consultado antes da operação, e que isso "não deve se repetir".
"Nós pediremos esclarecimentos sobre o que ocorreu em Sadr City. Nós discutiremos este assunto com as forças multinacionais, para que isso não se repita. O governo iraquiano deve ser avisado de qualquer operação militar. É preciso haver coordenação entre o governo e as forças multinacionais".
O premiê também criticou a coletiva de imprensa dada pelo Exército dos EUA e por diplomatas americanos na terça-feira, na qual disseram que o Iraque precisa estabelecer um cronograma de retirada das tropas estrangeiras em serviço no país.
"O governo iraquiano representa a vontade do povo, e ninguém tem o direito de impor um cronograma a nós", disse Al Maliki.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Muqtada al Sadr
Leia o que já foi publicado sobre Nouri al Maliki
Leia cobertura completa sobre o Iraque sob tutela
Operação dos EUA em bastião xiita mata quatro no Iraque
da Folha OnlineForças americanas e iraquianas realizaram uma operação na região de Sadr City, bastião da milícia xiita liderada pelo clérigo Muqtada al Sadr (contrário à presença americana no Iraque), nesta quarta-feira, matando ao menos quatro pessoas e ferindo outras 18, segundo a polícia local.
A operação causou mal-estar entre as forças multinacionais e o premiê iraquiano, Nouri al Maliki, que disse "não ter sido informado" a respeito.
Segundo o Exército dos EUA, a ação de soldados americanos e forças especiais iraquianas visava deter "o comandante de um grupo ilegal armado que dissemina esquadrões da morte" na região leste de Bagdá, de acordo com um comunicado militar.
Na operação, forças iraquianas agiram por solo, com o apoio de aviões americanos. Segundo o comunicado dos EUA, foi utilizado "fogo preciso para eliminar a ameaça inimiga".
Moradores da região de Sadr City relataram que tiros e ataques aéreos tiveram início por volta das 23h (16h de Brasília) e duraram horas. O distrito permanecia cercado na manhã de hoje.
Grupos de partidários das Brigadas de Al Mahdi, grupo armado criado por Al Sadr, foram vistos dirigindo veículos na área, vestidos em trajes pretos, para tomarem parte nos confrontos.
Explosões e disparos de armas automáticas foram ouvidos e helicópteros americanos foram vistos sobrevoando a região. Ruas ficaram vazias e lojas da região foram fechadas.
Insatisfação
A ação foi condenada pelo premiê iraquiano, Nouri al Maliki, que disse que não havia sido consultado antes da operação, e que isso "não deve se repetir".
"Nós pediremos esclarecimentos sobre o que ocorreu em Sadr City. Nós discutiremos este assunto com as forças multinacionais, para que isso não se repita. O governo iraquiano deve ser avisado de qualquer operação militar. É preciso haver coordenação entre o governo e as forças multinacionais".
O premiê também criticou a coletiva de imprensa dada pelo Exército dos EUA e por diplomatas americanos na terça-feira, na qual disseram que o Iraque precisa estabelecer um cronograma de retirada das tropas estrangeiras em serviço no país.
"O governo iraquiano representa a vontade do povo, e ninguém tem o direito de impor um cronograma a nós", disse Al Maliki.
Especial

