22/11/2006
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12h34
O número de mortes entre civis no Iraque em um mês atingiu um nível recorde em outubro com 3.709 pessoas mortas, segundo um relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira em Bagdá.
Segundo Said Arikat, porta-voz da missão de assistência da ONU no Iraque, o número --que está presente no mais recente relatório sobre direitos humanos no país-- excede a última estimativa, de julho de 2006, que contabilizava 3.590 mortes em mês.
Oficiais da ONU apontaram o aumento da influência das milícias armadas e dos casos de tortura, "apesar do compromisso do governo em coibir os abusos", como um dos fatores principais para o elevado número de assassinatos.
Segundo a ONU, "centenas de corpos continuam a ser encontrados diariamente em diferentes áreas de Bagdá, com as mãos amarradas, os olhos vendados e sinais de tortura". Testemunhas dos crimes afirmam que os assassinos trajavam uniformes policiais ou do Exército iraquiano.
De acordo com o documento, a população civil do Iraque continua a ser "vítima de atos terroristas, explosões, confrontos entre grupos rivais, seqüestros e abusos policiais".
O relatório aponta que a violência sectária é, aparentemente, a principal causa da violência.
Segundo Arikat, que falou por telefone de Bagdá, o relatório completo será divulgado em breve.
Dados
O documento se baseia em dados do ministério iraquiano da Saúde, de hospitais em todo o país e do Instituto Médico Legal de Bagdá.
O número total de civis mortos em setembro e outubro foi de 7.054 --entre eles, 351 mulheres e 110 crianças, segundo o documento da ONU.
No relatório, a ONU ainda pede que o governo iraquiano, as forças de coalizão lideradas pelos EUA e países do mundo todo ajudem a aumentar a disciplina e a segurança das forças armadas, conter a influência das milícias e combater a corrupção e o crime organizado.
O texto também faz críticas ao sistema de Justiça iraquiano, dizendo que, muitas vezes, indivíduos são detidos sem mandado judicial e não são informadas sobre as acusações.
Jornalistas
No relatório, a ONU denuncia ainda o número crescente de jornalistas vem sendo "impunemente assassinados" no país. No último mês, foram 18 casos de jornalistas mortos.
A situação das mulheres também continua a se deteriorar, com o aumento de mortes devido ao extremismo religioso e aos chamados "crimes de honra".
As escolas também são alvos cada vez mais freqüentes da violência sectária e de ataques.
O Ministério da Educação, citado pelo relatório, informou que mais de 300 professores e funcionários do ministério foram mortos, e outrs 1.158 ficaram feridos em 2006.
Especial
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Mais de 3.500 civis morreram no Iraque em outubro, diz ONU
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da Folha OnlineO número de mortes entre civis no Iraque em um mês atingiu um nível recorde em outubro com 3.709 pessoas mortas, segundo um relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira em Bagdá.
Segundo Said Arikat, porta-voz da missão de assistência da ONU no Iraque, o número --que está presente no mais recente relatório sobre direitos humanos no país-- excede a última estimativa, de julho de 2006, que contabilizava 3.590 mortes em mês.
Oficiais da ONU apontaram o aumento da influência das milícias armadas e dos casos de tortura, "apesar do compromisso do governo em coibir os abusos", como um dos fatores principais para o elevado número de assassinatos.
Segundo a ONU, "centenas de corpos continuam a ser encontrados diariamente em diferentes áreas de Bagdá, com as mãos amarradas, os olhos vendados e sinais de tortura". Testemunhas dos crimes afirmam que os assassinos trajavam uniformes policiais ou do Exército iraquiano.
De acordo com o documento, a população civil do Iraque continua a ser "vítima de atos terroristas, explosões, confrontos entre grupos rivais, seqüestros e abusos policiais".
O relatório aponta que a violência sectária é, aparentemente, a principal causa da violência.
Segundo Arikat, que falou por telefone de Bagdá, o relatório completo será divulgado em breve.
Dados
O documento se baseia em dados do ministério iraquiano da Saúde, de hospitais em todo o país e do Instituto Médico Legal de Bagdá.
O número total de civis mortos em setembro e outubro foi de 7.054 --entre eles, 351 mulheres e 110 crianças, segundo o documento da ONU.
No relatório, a ONU ainda pede que o governo iraquiano, as forças de coalizão lideradas pelos EUA e países do mundo todo ajudem a aumentar a disciplina e a segurança das forças armadas, conter a influência das milícias e combater a corrupção e o crime organizado.
O texto também faz críticas ao sistema de Justiça iraquiano, dizendo que, muitas vezes, indivíduos são detidos sem mandado judicial e não são informadas sobre as acusações.
Jornalistas
No relatório, a ONU denuncia ainda o número crescente de jornalistas vem sendo "impunemente assassinados" no país. No último mês, foram 18 casos de jornalistas mortos.
A situação das mulheres também continua a se deteriorar, com o aumento de mortes devido ao extremismo religioso e aos chamados "crimes de honra".
As escolas também são alvos cada vez mais freqüentes da violência sectária e de ataques.
O Ministério da Educação, citado pelo relatório, informou que mais de 300 professores e funcionários do ministério foram mortos, e outrs 1.158 ficaram feridos em 2006.
Especial

