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28/11/2006 - 22h34

Congressistas mexicanos se agridem aos socos

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da Folha Online

A posse de Felipe Calderón como presidente do México, prevista para sexta-feira, foi pivô hoje um grotesco fato, quando deputados de esquerda e conservadores se enfrentaram a golpes na tribuna do Congresso.

Os esquerdistas tentaram, às 13h30 (hora local), usar a tribuna legislativa com o fim de impedir a cerimônia de posse de Calderón.

Em resposta, legisladores do Partido da Ação Nacional (PAN), ao qual pertence Calderón, impediram a ação dos esquerdistas entre empurrões e gritos.

Neste primeiro enfrentamento, dois legisladores ficaram feridos: Alberto López, do esquerdista Partido da Revolução Democrática (PRD), que saiu do recinto com o nariz sangrando. Outro, de quem não se sabe o nome, mas que pertence ao PRD, também se machucou levemente e foi atendido por um médico.

Para o ato de sexta-feira, foram confirmadas as presenças, até o momento, de 14 chefes de Estado e de governo, entre eles, o ex-presidente dos EUA George Bush (pai do atual mandatário); o premiê do Canadá, Stephen Harper; assim como os presidente da Colômbia, Alvaro Uribe; El Salvador, Elías Antonio Saca; Honduras, Manuel Zelaya; Nicarágua, Enrique Bolaños; Costa Rica, Oscar Arias, assim como o príncipe Felipe de Borbón, herdeiro da Coroa espanhola.

O presidente da Câmara dos Deputados, Jorge Zermeño, do PAN, decretou um recesso na sessão legislativa e pediu aos parlamentares que retornasse a suas cadeiras.

Sem sucesso, Zermeño solicitou aos jornalistas que cobriam o acontecimento abandonar a sala

"Não se trata de um capricho pessoal, tampouco de uma estratégia de grupo, é, simplesmente, uma obrigação constitucional que devo cumprir, nada mais e nada menos", disse Calderón ante os senadores do opositor Partido Revolucionário Institucional.

López Obrador, do PRD, perdeu a eleição para Calderón por uma diferença ínfima e denunciou uma fraude eleitoral supostamente orquestrada pelo atual presidente, Vicente Fox, também do PAN.

Na fatídica sessão também estavam deputados do PRI, partido que reconheceu a vitória de Calderón, que expressou sua disposição ao diálogo e cujos legisladores não participaram dos feitos.

A Câmara dos Deputados do México tem 500 assentos, dos quais o PAN ocupa 206; PRD, 127; PRI, 106; Partido Verde, 17; Convergência, 17; Partido do Trabalho, 12; Nova Aliança, 9; Alternativa Social-Democrática, 5; e um independente.

O PRD, Convergência e PT integram a Frente Amplo Progressista (FAP) que se opõe à ascensão de Calderón.

Jaime Cervantes, coordenador do PT, manifestou-se dizendo que o que se viu é uma mostra do que está por vir na sexta-feira. "Não faríamos isso hoje, mas os panistas se adiantaram", disse o deputado do PT mexicano.

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