03/12/2006
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10h52
A presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, declarou estado de calamidade pública em seu país neste domingo, mesmo dia em que a Cruz Vermelha estimou que mais de mil pessoas podem ter morrido devido à passagem do tufão Durian, que soterrou vilas inteiras.
"Estimamos que as vítimas podem chegar a mil ou mais", disse Richard Gordon, que preside a Cruz Vermelha Filipina, à rádio DZBB.
De acordo com Gordon, ao menos 406 morreram e outras 398 pessoas estão desaparecidas em todo o país, onde a passagem de Durian causou chuvas torrenciais e ventos de até 265 km/h.
Na terça-feira (5), Arroyo deve visitar pela segunda vez a Província de Albay, a mais afetada pelo tufão, segundo o porta-voz Ignacio Bunye. O tufão atingiu cerca de 830 mil pessoas.
Durian foi o quarto maior tufão a atingir as Filipinas em apenas três meses. Suas chuvas e ventos fortes causaram deslizamentos que soterraram vilas inteiras na região do monte Mayon.
"Há muitos corpos não-identificados, e podem haver mais vítimas soterradas. Famílias inteiras foram mortas", disse Gordon por telefone.
Os primeiros funerais das vítimas aconteceram neste sábado. A maior parte das morte ocorreu na Província de Albay --165 delas na cidade de Guinobatan, que foi soterrada pela lama.
Outras quatro Províncias registraram mortes, mas o número exato de vítimas não foi divulgado.
Árvores, fiações elétricas e linhas telefônicas foram derrubadas em todo o país.
Esforços
Na cidade de Legazpi, capital de Albay, moradores faziam fila para receber água, gasolina e comida. Pânico tomou conta das comunidades locais devido a rumores da iminência de um tsunami, mas as informações foram desmentidas por autoridades locais.
Segundo Glen Rabonza, que auxiliava nos esforços, soldados e mineiros ajudam a localizar moradores desaparecidos em Albay, para onde 52 toneladas de alimentos, remédios e sacos plásticos foram enviados em aviões de carga C-130 da força aérea.
Casas a longo do rio Yawa, em Padang, a cerca de 10 km de Legazpi, foram soterradas.
A Austrália enviou condolências por meio do embaixador Tony Hely e uma ajuda inicial de US$ 780 mil em ajuda humanitária. O Canadá doou outros US$ 876 mil, enquanto o Japão prometeu enviar US$ 173 mil.
Com agências internacionais
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Tufão Durian pode ter matado mil nas Filipinas
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da Folha OnlineA presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, declarou estado de calamidade pública em seu país neste domingo, mesmo dia em que a Cruz Vermelha estimou que mais de mil pessoas podem ter morrido devido à passagem do tufão Durian, que soterrou vilas inteiras.
"Estimamos que as vítimas podem chegar a mil ou mais", disse Richard Gordon, que preside a Cruz Vermelha Filipina, à rádio DZBB.
De acordo com Gordon, ao menos 406 morreram e outras 398 pessoas estão desaparecidas em todo o país, onde a passagem de Durian causou chuvas torrenciais e ventos de até 265 km/h.
Na terça-feira (5), Arroyo deve visitar pela segunda vez a Província de Albay, a mais afetada pelo tufão, segundo o porta-voz Ignacio Bunye. O tufão atingiu cerca de 830 mil pessoas.
Durian foi o quarto maior tufão a atingir as Filipinas em apenas três meses. Suas chuvas e ventos fortes causaram deslizamentos que soterraram vilas inteiras na região do monte Mayon.
"Há muitos corpos não-identificados, e podem haver mais vítimas soterradas. Famílias inteiras foram mortas", disse Gordon por telefone.
Os primeiros funerais das vítimas aconteceram neste sábado. A maior parte das morte ocorreu na Província de Albay --165 delas na cidade de Guinobatan, que foi soterrada pela lama.
Outras quatro Províncias registraram mortes, mas o número exato de vítimas não foi divulgado.
Árvores, fiações elétricas e linhas telefônicas foram derrubadas em todo o país.
Esforços
Na cidade de Legazpi, capital de Albay, moradores faziam fila para receber água, gasolina e comida. Pânico tomou conta das comunidades locais devido a rumores da iminência de um tsunami, mas as informações foram desmentidas por autoridades locais.
Segundo Glen Rabonza, que auxiliava nos esforços, soldados e mineiros ajudam a localizar moradores desaparecidos em Albay, para onde 52 toneladas de alimentos, remédios e sacos plásticos foram enviados em aviões de carga C-130 da força aérea.
Casas a longo do rio Yawa, em Padang, a cerca de 10 km de Legazpi, foram soterradas.
A Austrália enviou condolências por meio do embaixador Tony Hely e uma ajuda inicial de US$ 780 mil em ajuda humanitária. O Canadá doou outros US$ 876 mil, enquanto o Japão prometeu enviar US$ 173 mil.
Com agências internacionais
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