13/12/2006
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17h01
O Exército chileno anunciou que adotará sanções contra o capitão Augusto Pinochet Molina devido ao discurso que pronunciou ontem no funeral de seu avô, o ditador Augusto Pinochet.
Na noite de ontem, o Exército emitiu um comunicado afirmando que o oficial "cometeu uma falta gravíssima à disciplina, e serão adotadas as medidas disciplinares que o caso merece".
Segundo a nota, não estava previsto no programa do funeral que o capitão Molina falasse, e que suas declarações "não representam a doutrina nem a opinião oficial" da instituição.
Molina, 34, ressaltou que, como um líder em nível mundial, seu avô "em plena Guerra Fria derrotou o modelo marxista que pretendia impor seu modelo totalitário".
Em meio aos aplausos dos 4.000 presentes ao ato, Molina ressaltou que seu avô derrotou o marxismo, "não através do voto, mas diretamente, pela via armada".
Também criticou os "juízes que buscavam mais renome que a Justiça" nos julgamentos que envolviam o ex-ditador e outros membros de sua família.
A ministra da Defesa chilena, Vivianne Blanlot, presente no funeral, disse depois que Molina "deveria ser punido", pois, como oficial do Exército, é proibido de emitir opiniões políticas, menos ainda em um ato público e usando o uniforme militar.
"Como ministra da Defesa, tenho que dizer que não é aceitável que um oficial em serviço ativo pronuncie um discurso público de caráter político e, além disso, difame poderes do Estado", disse Blanlot aos jornalistas.
"Portanto, condeno esta atitude e espero que o Exército tome as medidas correspondentes nestes casos", disse a ministra.
Punições
Segundo fontes militares, uma falta gravíssima pode levar à expulsão imediata do neto de Pinochet, que atua na Direção de Informática do Exército.
A punição mais leve prevista para essa situação é que seja qualificado em lista 3, que representa sua ausência na próxima reunião da Junta de Oficiais, prevista para junho do ano que vem.
Molina não foi o único neto que virou notícia no funeral do ex-ditador chileno, pois, nas últimas horas, vieram informações de que quem cuspiu no caixão do general durante o velório foi um neto do ex-comandante-em-chefe do Exército Carlos Prats.
Antecessor de Pinochet na chefia do Exército chileno, Carlos Prats foi assassinado pela Dina [polícia secreta da ditadura], em 30 de setembro de 1974, em Buenos Aires, em um atentado com bomba que também matou a esposa do militar, Sofia Cuthbert.
Francisco Cuadrado Prats, um artista visual de 39 anos, disse à imprensa local que o ato foi de "desprezo".
Pinochet morreu no domingo (10) aos 91 anos, e seu corpo foi cremado ontem à noite, após um funeral com honras militares oferecido pelo Exército, com presença de cerca de 4.000 pessoas.
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Exército adotará sanções contra neto de Pinochet por discurso
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da Efe, em Santiago do ChileO Exército chileno anunciou que adotará sanções contra o capitão Augusto Pinochet Molina devido ao discurso que pronunciou ontem no funeral de seu avô, o ditador Augusto Pinochet.
Na noite de ontem, o Exército emitiu um comunicado afirmando que o oficial "cometeu uma falta gravíssima à disciplina, e serão adotadas as medidas disciplinares que o caso merece".
Segundo a nota, não estava previsto no programa do funeral que o capitão Molina falasse, e que suas declarações "não representam a doutrina nem a opinião oficial" da instituição.
Molina, 34, ressaltou que, como um líder em nível mundial, seu avô "em plena Guerra Fria derrotou o modelo marxista que pretendia impor seu modelo totalitário".
Em meio aos aplausos dos 4.000 presentes ao ato, Molina ressaltou que seu avô derrotou o marxismo, "não através do voto, mas diretamente, pela via armada".
Também criticou os "juízes que buscavam mais renome que a Justiça" nos julgamentos que envolviam o ex-ditador e outros membros de sua família.
A ministra da Defesa chilena, Vivianne Blanlot, presente no funeral, disse depois que Molina "deveria ser punido", pois, como oficial do Exército, é proibido de emitir opiniões políticas, menos ainda em um ato público e usando o uniforme militar.
"Como ministra da Defesa, tenho que dizer que não é aceitável que um oficial em serviço ativo pronuncie um discurso público de caráter político e, além disso, difame poderes do Estado", disse Blanlot aos jornalistas.
"Portanto, condeno esta atitude e espero que o Exército tome as medidas correspondentes nestes casos", disse a ministra.
Punições
Segundo fontes militares, uma falta gravíssima pode levar à expulsão imediata do neto de Pinochet, que atua na Direção de Informática do Exército.
A punição mais leve prevista para essa situação é que seja qualificado em lista 3, que representa sua ausência na próxima reunião da Junta de Oficiais, prevista para junho do ano que vem.
Molina não foi o único neto que virou notícia no funeral do ex-ditador chileno, pois, nas últimas horas, vieram informações de que quem cuspiu no caixão do general durante o velório foi um neto do ex-comandante-em-chefe do Exército Carlos Prats.
Antecessor de Pinochet na chefia do Exército chileno, Carlos Prats foi assassinado pela Dina [polícia secreta da ditadura], em 30 de setembro de 1974, em Buenos Aires, em um atentado com bomba que também matou a esposa do militar, Sofia Cuthbert.
Francisco Cuadrado Prats, um artista visual de 39 anos, disse à imprensa local que o ato foi de "desprezo".
Pinochet morreu no domingo (10) aos 91 anos, e seu corpo foi cremado ontem à noite, após um funeral com honras militares oferecido pelo Exército, com presença de cerca de 4.000 pessoas.
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