26/12/2006
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08h45
Milhares de pessoas fugiram das praias da Indonésia nesta terça-feira, no maior exercício de treinamento sobre tsunamis [ondas gigantes] já feito pelo país. Hoje, países de toda a Ásia relembram o momento, há dois anos, em que ondas gigantes invadiram a costa e deixaram um saldo de 230 mil mortos em todo o continente.
No aniversário da tragédia, sobreviventes e pessoas de luto participaram de diversas cerimônias em cemitérios e praias da região nesta terça-feira.
Os visitantes também acenderam velas ao longo das praias, fizeram um momento de silêncio e ajudaram a erguer torres de vigilância em homenagens e ações destinadas a preparar a população para reagir caso ocorram outros tsunamis.
A lembrança do aniversário das mortes do grande tsunami de 2004, porém, também foi marcada por acusações de corrupção e desvio de verbas. Doadores internacionais afirmam que mais de US$ 1 milhão destinados a testes de DNA e outros testes foram utilizados para outros fins.
Tsunami
No dia 26 de dezembro de 2004, há dois anos, o maremoto causado por um terremoto de magnitude 9.0 na escala Richter, registrado nas proximidades da Província indonésia de Aceh, no norte da ilha de Sumatra, surpreendeu os países banhados pelo Índico, carentes de mecanismos de proteção.
Na Província de Aceh e no Sri Lanka, vilas inteiras foram atingidas pela força das ondas, que devastaram casas, resorts de luxo e comunidades de pescadores também na Tailândia e no sudeste da Índia.
Em Bali, na Indonésia, uma operação de treinamento foi organizada hoje para conscientizar a população e os turistas sobre a forma de reagir a um tsunami, e também para testar a tecnologia desenvolvida pelo país para responder ao risco de outra tragédia no futuro.
O treinamento envolveu alertas enviados via rádio ao longo da costa e retirada de pessoas das praias com a ajuda de oficiais indonésios.
Na Tailândia, diversas cerimônias foram organizadas ao longo da costa de Andaman. Orações budistas homenagearam os mais de 8.200 mortos do país, muitos dos quais eram turistas estrangeiros em férias. As praias, novamente cheias de visitantes, receberam velas e balões.
No Sri Lanka, o ressurgimento da violência civil também foi lembrado nas cerimônias de aniversário do tsunami. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu aos rebeldes do grupo Tigres do Tâmil e aos militares que cessem a luta. "Ninguém poderia ter impedido as ondas do tsunami. Mas juntos podemos impedir a nova onda de violência, que ameaça mais uma vez engolir as pessoas do Sri Lanka", escreveu Annan em um comunicado ao país.
Na Índia, onde outras 18 mil pessoas morreram, as cerimônias foram discretas. Centenas de pescadores, moradores locais e turistas lançaram flores nas águas e acenderam velas nas praias.
Denúncias
O tsunami de 2004 gerou doações em escala inédita ao redor do globo. Cerca de US$ 13,6 bilhões foram enviados aos países vitimados pela tragédia.
Denúncias de corrupção, no entanto, marcaram o processo de reconstrução das regiões destruídas pelas ondas. Várias organizações privadas adiaram projetos de construção de casas para os desabrigados depois que fornecedores e funcionários fugiram com parte da verba.
Hoje, vários países do Ocidente enviaram uma carta para a polícia da Tailândia na qual afirmam que até 60% da verba doada para ajudar a identificar os mortos --cerca de US$ 1,6 milhão-- foi utilizada para outros fins ou desviada. Os doadores exigem, agora, uma investigação para esclarecer a questão.
Com Associated Press
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da Folha OnlineMilhares de pessoas fugiram das praias da Indonésia nesta terça-feira, no maior exercício de treinamento sobre tsunamis [ondas gigantes] já feito pelo país. Hoje, países de toda a Ásia relembram o momento, há dois anos, em que ondas gigantes invadiram a costa e deixaram um saldo de 230 mil mortos em todo o continente.
No aniversário da tragédia, sobreviventes e pessoas de luto participaram de diversas cerimônias em cemitérios e praias da região nesta terça-feira. Os visitantes também acenderam velas ao longo das praias, fizeram um momento de silêncio e ajudaram a erguer torres de vigilância em homenagens e ações destinadas a preparar a população para reagir caso ocorram outros tsunamis.
A lembrança do aniversário das mortes do grande tsunami de 2004, porém, também foi marcada por acusações de corrupção e desvio de verbas. Doadores internacionais afirmam que mais de US$ 1 milhão destinados a testes de DNA e outros testes foram utilizados para outros fins.
Tsunami
No dia 26 de dezembro de 2004, há dois anos, o maremoto causado por um terremoto de magnitude 9.0 na escala Richter, registrado nas proximidades da Província indonésia de Aceh, no norte da ilha de Sumatra, surpreendeu os países banhados pelo Índico, carentes de mecanismos de proteção.
Na Província de Aceh e no Sri Lanka, vilas inteiras foram atingidas pela força das ondas, que devastaram casas, resorts de luxo e comunidades de pescadores também na Tailândia e no sudeste da Índia.
Em Bali, na Indonésia, uma operação de treinamento foi organizada hoje para conscientizar a população e os turistas sobre a forma de reagir a um tsunami, e também para testar a tecnologia desenvolvida pelo país para responder ao risco de outra tragédia no futuro.
O treinamento envolveu alertas enviados via rádio ao longo da costa e retirada de pessoas das praias com a ajuda de oficiais indonésios.
Na Tailândia, diversas cerimônias foram organizadas ao longo da costa de Andaman. Orações budistas homenagearam os mais de 8.200 mortos do país, muitos dos quais eram turistas estrangeiros em férias. As praias, novamente cheias de visitantes, receberam velas e balões.
No Sri Lanka, o ressurgimento da violência civil também foi lembrado nas cerimônias de aniversário do tsunami. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu aos rebeldes do grupo Tigres do Tâmil e aos militares que cessem a luta. "Ninguém poderia ter impedido as ondas do tsunami. Mas juntos podemos impedir a nova onda de violência, que ameaça mais uma vez engolir as pessoas do Sri Lanka", escreveu Annan em um comunicado ao país.
Na Índia, onde outras 18 mil pessoas morreram, as cerimônias foram discretas. Centenas de pescadores, moradores locais e turistas lançaram flores nas águas e acenderam velas nas praias.
Denúncias
O tsunami de 2004 gerou doações em escala inédita ao redor do globo. Cerca de US$ 13,6 bilhões foram enviados aos países vitimados pela tragédia.
Denúncias de corrupção, no entanto, marcaram o processo de reconstrução das regiões destruídas pelas ondas. Várias organizações privadas adiaram projetos de construção de casas para os desabrigados depois que fornecedores e funcionários fugiram com parte da verba.
Hoje, vários países do Ocidente enviaram uma carta para a polícia da Tailândia na qual afirmam que até 60% da verba doada para ajudar a identificar os mortos --cerca de US$ 1,6 milhão-- foi utilizada para outros fins ou desviada. Os doadores exigem, agora, uma investigação para esclarecer a questão.
Com Associated Press
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