27/12/2006
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20h21
As acusações da Procuradoria Geral russa de que Leonid Nevzline, um ex-acionista do grupo petroleiro Yukos, está envolvido no envenenamento do ex-agente Alexandre Litvinenko são uma tentativa de abafar o caso, denunciou nesta quarta-feira Alexander Goldfarb, amigo do falecido espião.
"Não importa o quê [...], ao acusar Nevzline, o Kremlin tenta apenas abafar o caso", avaliou Goldfarb, em entrevista por telefone, de Nova York, onde mora.
A Procuradoria Geral anunciou hoje ter obtido "novos elementos" no caso de envenenamento do ex-agente russo e que envolvem Leonid Nevzline, um antigo associado de Mikhail Khodorkovski, à frente do grupo petroleiro Yukos.
"Todos os elementos parecem mostrar que os dois russos [Andrei Lugovoi e Dmitri Kovtun, com os quais Litvinenko se encontrou antes de morrer] são responsáveis" pelo envenenamento do ex-agente, antecipou Goldfarb, avaliando que estas acusações "apenas reforçam as suspeitas de que o governo [russo] tenta esconder sua responsabilidade".
Nevzline e Boris Berezovski, dois milionários russos, o primeiro exilado em Israel e o segundo, em Londres, "são as duas únicas pessoas que podem resistir contra a Rússia, eles têm dinheiro", frisou.
Leonid Nevzline, empresário refugiado em Israel, era um dos associados mais próximos de Mikhail Khodorkovski, que cumpre pena de oito anos de prisão por evasão fiscal.
Goldfarb, que tem o papel de porta-voz de Berezovski e também era o de Litvinenko, negou qualquer ligação com Nevzline.
Alexandre Litvinenko, um ex-membro dos serviços especiais russos que se tornou opositor do regime, exilando-se em Londres, morreu em 23 de novembro, três semanas após sentir os primeiros sintomas de um envenenamento por polônio, uma substância altamente radioativa.
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Rússia tenta "abafar caso Litvinenko", diz amigo do ex-agente
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da France Presse, em LondresAs acusações da Procuradoria Geral russa de que Leonid Nevzline, um ex-acionista do grupo petroleiro Yukos, está envolvido no envenenamento do ex-agente Alexandre Litvinenko são uma tentativa de abafar o caso, denunciou nesta quarta-feira Alexander Goldfarb, amigo do falecido espião.
"Não importa o quê [...], ao acusar Nevzline, o Kremlin tenta apenas abafar o caso", avaliou Goldfarb, em entrevista por telefone, de Nova York, onde mora.
A Procuradoria Geral anunciou hoje ter obtido "novos elementos" no caso de envenenamento do ex-agente russo e que envolvem Leonid Nevzline, um antigo associado de Mikhail Khodorkovski, à frente do grupo petroleiro Yukos.
"Todos os elementos parecem mostrar que os dois russos [Andrei Lugovoi e Dmitri Kovtun, com os quais Litvinenko se encontrou antes de morrer] são responsáveis" pelo envenenamento do ex-agente, antecipou Goldfarb, avaliando que estas acusações "apenas reforçam as suspeitas de que o governo [russo] tenta esconder sua responsabilidade".
Nevzline e Boris Berezovski, dois milionários russos, o primeiro exilado em Israel e o segundo, em Londres, "são as duas únicas pessoas que podem resistir contra a Rússia, eles têm dinheiro", frisou.
Leonid Nevzline, empresário refugiado em Israel, era um dos associados mais próximos de Mikhail Khodorkovski, que cumpre pena de oito anos de prisão por evasão fiscal.
Goldfarb, que tem o papel de porta-voz de Berezovski e também era o de Litvinenko, negou qualquer ligação com Nevzline.
Alexandre Litvinenko, um ex-membro dos serviços especiais russos que se tornou opositor do regime, exilando-se em Londres, morreu em 23 de novembro, três semanas após sentir os primeiros sintomas de um envenenamento por polônio, uma substância altamente radioativa.
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