28/12/2006
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18h23
Dez pessoas apresentaram até o momento vestígios da substância radioativa que matou em novembro o ex-espião russo Alexander Litvinenko, mas nenhuma corre risco de vida, informou hoje a Agência de Proteção da Saúde (HPA) britânica.
As vítimas passaram por testes para comprovar seu grau de exposição ao polônio 210, substância radioativa altamente tóxica que matou por envenenamento Litvinenko, conhecido crítico do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Os vestígios da substância encontrados nos organismos das pessoas não representam nenhum risco a curto prazo, enquanto o risco a longo prazo é "muito pequeno", disse a HPA.
Sete das pessoas que apresentaram positivo nas análises eram funcionárias do hotel Millennium, no centro de Londres, que o ex-espião visitou em 1º de novembro, quando repentinamente passou mal.
Após a morte de Litvinenko, a HPA recomendou fazer exames médicos nos que tivessem mantido contato com o ex-agente secreto ou com os lugares que este visitou, a fim de ficarem mais tranqüilos.
Desde então, a agência recebeu quase 3.850 ligações de pessoas preocupadas com o caso, acompanhou de perto a situação de 670 pessoas e fez mais de 480 exames de urina.
A HPA divulgou esta atualização quatro dias depois que professor italiano Mario Scaramella, contato do ex-espião russo, foi detido em seu país.
A detenção de Scaramella aconteceu em Nápoles (sul da Itália), aonde chegou após ter ficado internado em um hospital de Londres ao ser encontardo em seu corpo restos de polônio 210, apesar de não estar relacionado à morte de Litvinenko, segundo a Scotland Yard.
O professor, que se vangloria de ter contatos no mundo da espionagem, almoçou com o ex-espião em um restaurante japonês de Londres em 1º de novembro.
Aparentemente, Scaramella deu ao antigo agente secreto nomes de pessoas que poderiam estar envolvidas no assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya, então crítica do Kremlin, que estava sendo investigado por Litvinenko.
Litvinenko, 43, e ex-coronel do Serviço Federal de Segurança russo (FSB, antiga KGB soviético), morreu em 23 de novembro em um hospital londrino, devido à concentração em seu organismo de altas doses de polônio 210.
O ex-espião, que vivia exilado no Reino Unido desde 2001, acusou Vladimir Putin em carta divulgada após sua morte de estar envolvido em seu envenenamento.
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da Efe, em LondresDez pessoas apresentaram até o momento vestígios da substância radioativa que matou em novembro o ex-espião russo Alexander Litvinenko, mas nenhuma corre risco de vida, informou hoje a Agência de Proteção da Saúde (HPA) britânica.
As vítimas passaram por testes para comprovar seu grau de exposição ao polônio 210, substância radioativa altamente tóxica que matou por envenenamento Litvinenko, conhecido crítico do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Os vestígios da substância encontrados nos organismos das pessoas não representam nenhum risco a curto prazo, enquanto o risco a longo prazo é "muito pequeno", disse a HPA.
Sete das pessoas que apresentaram positivo nas análises eram funcionárias do hotel Millennium, no centro de Londres, que o ex-espião visitou em 1º de novembro, quando repentinamente passou mal.
Após a morte de Litvinenko, a HPA recomendou fazer exames médicos nos que tivessem mantido contato com o ex-agente secreto ou com os lugares que este visitou, a fim de ficarem mais tranqüilos.
Desde então, a agência recebeu quase 3.850 ligações de pessoas preocupadas com o caso, acompanhou de perto a situação de 670 pessoas e fez mais de 480 exames de urina.
A HPA divulgou esta atualização quatro dias depois que professor italiano Mario Scaramella, contato do ex-espião russo, foi detido em seu país.
A detenção de Scaramella aconteceu em Nápoles (sul da Itália), aonde chegou após ter ficado internado em um hospital de Londres ao ser encontardo em seu corpo restos de polônio 210, apesar de não estar relacionado à morte de Litvinenko, segundo a Scotland Yard.
O professor, que se vangloria de ter contatos no mundo da espionagem, almoçou com o ex-espião em um restaurante japonês de Londres em 1º de novembro.
Aparentemente, Scaramella deu ao antigo agente secreto nomes de pessoas que poderiam estar envolvidas no assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya, então crítica do Kremlin, que estava sendo investigado por Litvinenko.
Litvinenko, 43, e ex-coronel do Serviço Federal de Segurança russo (FSB, antiga KGB soviético), morreu em 23 de novembro em um hospital londrino, devido à concentração em seu organismo de altas doses de polônio 210.
O ex-espião, que vivia exilado no Reino Unido desde 2001, acusou Vladimir Putin em carta divulgada após sua morte de estar envolvido em seu envenenamento.
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