11/01/2007
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17h15
Em cerimônia militar realizada nesta quinta-feira no Haiti, o general-de-brigada brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz assumiu como novo comandante da Força Militar da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), informou a delegação brasileira em Porto Príncipe (capital). Cruz substituiu o também brasileiro general-de-divisão José Elito Carvalho Siqueira.
Enquanto o comando militar foi trocado, a ong de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) divulgou um relatório também hoje no qual afirma que são freqüentes e contínuos os ataques e prisões injustas de inocentes pela polícia nacional no Haiti.
A HRW afirmou que a Policia Nacional é um "grande contribuidor" para a insegurança no Haiti, e é responsável por torturas, espancamentos, mortes e prisões arbitrárias. "A polícia realiza esses abusos com impunidade quase completa", disse o grupo, baseado nos Estados Unidos. "Não sabemos de nenhum membro da Polícia Nacional que enfrentaram processos na Justiça por sua conduta abusiva."
O grupo disse que a polícia é mal paga e mal equipada, e freqüentemente se envolve com o tráfico de drogas.
O governo do Haiti não comentou o relatório até o momento.
Haiti
País mais pobre do hemisfério ocidental, o Haiti luta pela estabilização depois de um golpe de Estados em fevereiro de 2004 que derrubou o presidente Jean-Bertrand Aristide e detonou uma onda de matanças e seqüestros.
A HRW elogiou o Haiti por manter eleições presidenciais em fevereiro último, mas o grupo alerta que o presidente eleito Rene Preval terá de enfrentar enormes problemas nos direitos humanos no país, incluindo prisões superlotadas e a perseguição de ativistas e jornalistas.
Desde que assumiu o poder, em maio de 2006, Preval afirmou empreender esforços para melhorar a polícia e punir funcionários públicos e oficiais corruptos.
A Minustah, força autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a paz no Haiti, tem um efetivo de 6.700 soldados dos seguintes países: Argentina, Benin, Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Portugal, Turquia e Uruguai.
Com Associated Press
Especial
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ONU troca brasileiros no comando de missão de paz no Haiti
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da Folha OnlineEm cerimônia militar realizada nesta quinta-feira no Haiti, o general-de-brigada brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz assumiu como novo comandante da Força Militar da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), informou a delegação brasileira em Porto Príncipe (capital). Cruz substituiu o também brasileiro general-de-divisão José Elito Carvalho Siqueira.
Enquanto o comando militar foi trocado, a ong de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) divulgou um relatório também hoje no qual afirma que são freqüentes e contínuos os ataques e prisões injustas de inocentes pela polícia nacional no Haiti.A HRW afirmou que a Policia Nacional é um "grande contribuidor" para a insegurança no Haiti, e é responsável por torturas, espancamentos, mortes e prisões arbitrárias. "A polícia realiza esses abusos com impunidade quase completa", disse o grupo, baseado nos Estados Unidos. "Não sabemos de nenhum membro da Polícia Nacional que enfrentaram processos na Justiça por sua conduta abusiva."
O grupo disse que a polícia é mal paga e mal equipada, e freqüentemente se envolve com o tráfico de drogas.
O governo do Haiti não comentou o relatório até o momento.
Haiti
País mais pobre do hemisfério ocidental, o Haiti luta pela estabilização depois de um golpe de Estados em fevereiro de 2004 que derrubou o presidente Jean-Bertrand Aristide e detonou uma onda de matanças e seqüestros.
| Eduardo Munoz/Reuters |
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| O geneneral Carlos Alberto Cruz assume comando da Minustah em Porto Príncipe |
Desde que assumiu o poder, em maio de 2006, Preval afirmou empreender esforços para melhorar a polícia e punir funcionários públicos e oficiais corruptos.
A Minustah, força autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a paz no Haiti, tem um efetivo de 6.700 soldados dos seguintes países: Argentina, Benin, Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Portugal, Turquia e Uruguai.
Com Associated Press
Especial



