02/02/2007
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22h30
da Folha Online
Uma proposta de lei discutida no Texas pretende retirar todos os benefícios estaduais dos filhos de imigrantes ilegais afirmou nesta sexta-feira o procurador do Condado de El Paso, José Rodríguez.
O projeto legislativo pede que o Estado não reconheça a cidadania das pessoas nascidas nos EUA de pais imigrantes ilegais. Desta forma, os afetados pela lei seguiriam recebendo benefícios federais, embora perderiam os benefícios estaduais como o direito à educação pública, ao acesso a bolsas de estudos para a educação superior, trabalho, obtenção de licenças ou programas de moradia.
Rodriguez explicou hoje que para que a proposta prospere é preciso mudar a Constituição do país, já que a Carta Magna "especifica que as pessoas nascidas em território dos EUA são americanas e por lei têm os direitos de qualquer cidadão".
Críticos da imigração ilegal asseguram que esses imigrantes têm filhos porque por meio deles podem solicitar ajuda pública, como cartilhas de alimentos ou dinheiro.
Segundo o Escritório do Censo, a população do Texas é de aproximadamente 23 milhões de pessoas, das quais cerca de 7,8 milhões são de origem hispânica.
Imigração ilegal
A imigração ilegal é uma questão polêmica nos Estados Unidos. O presidente do país, George W. Bush, promete há três anos uma reforma na lei de imigração dos EUA e a criação de um sistema temporário para trabalhadores estrangeiros que permitirá a regularização de muitos dos cerca de 12 milhões de ilegais que hoje vivem no país.
Em 2006, a reforma permaneceu bloqueada pela oposição do próprio Partido Republicano --ao qual Bush também pertence-- na Câmara dos Representantes. Os líderes democratas, que tomara o controle de ambas as Casas do Congresso no princípio deste mês, afirmaram que apoiarão Bush para aprovar a lei.
No final de 2006, o presidente disse que o sistema migratório do país leva ao tratamento "desumano" de estrangeiros.
Em entrevista coletiva, Bush afirmou que os trabalhadores estrangeiros são forçados "a confiar em traficantes de pessoas e falsificadores para fazer trabalhos que os americanos não fazem".
"Acho que podemos e devemos criar um plano migratório amplo", disse Bush. O presidente afirmou que esse plano ajudaria a aumentar a segurança na fronteira, ao dizer aos imigrantes: "Se quiserem vir aos Estados Unidos para trabalhar, podem fazê-lo legalmente de forma temporária".
Especial
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Texas ameaça tirar direitos de filhos de imigrantes ilegais
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da Efeda Folha Online
Uma proposta de lei discutida no Texas pretende retirar todos os benefícios estaduais dos filhos de imigrantes ilegais afirmou nesta sexta-feira o procurador do Condado de El Paso, José Rodríguez.
O projeto legislativo pede que o Estado não reconheça a cidadania das pessoas nascidas nos EUA de pais imigrantes ilegais. Desta forma, os afetados pela lei seguiriam recebendo benefícios federais, embora perderiam os benefícios estaduais como o direito à educação pública, ao acesso a bolsas de estudos para a educação superior, trabalho, obtenção de licenças ou programas de moradia.
Rodriguez explicou hoje que para que a proposta prospere é preciso mudar a Constituição do país, já que a Carta Magna "especifica que as pessoas nascidas em território dos EUA são americanas e por lei têm os direitos de qualquer cidadão".
Críticos da imigração ilegal asseguram que esses imigrantes têm filhos porque por meio deles podem solicitar ajuda pública, como cartilhas de alimentos ou dinheiro.
Segundo o Escritório do Censo, a população do Texas é de aproximadamente 23 milhões de pessoas, das quais cerca de 7,8 milhões são de origem hispânica.
Imigração ilegal
A imigração ilegal é uma questão polêmica nos Estados Unidos. O presidente do país, George W. Bush, promete há três anos uma reforma na lei de imigração dos EUA e a criação de um sistema temporário para trabalhadores estrangeiros que permitirá a regularização de muitos dos cerca de 12 milhões de ilegais que hoje vivem no país.
Em 2006, a reforma permaneceu bloqueada pela oposição do próprio Partido Republicano --ao qual Bush também pertence-- na Câmara dos Representantes. Os líderes democratas, que tomara o controle de ambas as Casas do Congresso no princípio deste mês, afirmaram que apoiarão Bush para aprovar a lei.
No final de 2006, o presidente disse que o sistema migratório do país leva ao tratamento "desumano" de estrangeiros.
Em entrevista coletiva, Bush afirmou que os trabalhadores estrangeiros são forçados "a confiar em traficantes de pessoas e falsificadores para fazer trabalhos que os americanos não fazem".
"Acho que podemos e devemos criar um plano migratório amplo", disse Bush. O presidente afirmou que esse plano ajudaria a aumentar a segurança na fronteira, ao dizer aos imigrantes: "Se quiserem vir aos Estados Unidos para trabalhar, podem fazê-lo legalmente de forma temporária".
Especial

