17/02/2007
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20h38
O governo do Sudão reiterou neste sábado sua rejeição a uma visita que uma missão da ONU realizaria nesta semana ao Sudão e que tinha como objetivo apurar denúncias de violações dos direitos humanos na região de Darfur.
A posição foi tomada pelo ministro de Justiça sudanês, Mohammed Ali Murdi, em entrevista coletiva em Cartum, na qual disse que seu país se opõe a conceder vistos de entrada à equipe das Nações Unidas, pois alguns integrantes do grupo seriam hostis ao Sudão.
Murdi citou como exemplos a chefe da missão, a vencedora do prêmio Nobel da Paz de 1997, a americana Jody Williams, e o antigo alto comissário de direitos humanos da ONU, Bertrand Ramcharan.
Antes da rejeição de Cartum à visita da missão, a equipe das Nações Unidas anunciou, na última quarta em Genebra, o cancelamento de sua viagem ao Sudão.
Em comunicado publicado pela ONU, Williams afirmou que "a missão recolherá toda a informação relevante [de Darfur] de locais fora do Sudão", com a qual preparará o relatório que apresentará em março ao Conselho de Direitos Humanos (CDH).
O grupo de trabalho, que encontrou dificuldades para obter seus vistos em Genebra, partiu, na última sexta, para a capital da Etiópia, Adis-Abeba, com o mesmo objetivo, mas novamente sem sucesso.
A missão especial para Darfur foi criada pela ONU por iniciativa dos países ocidentais e da América Latina, à qual se uniu o grupo de países árabes e islâmicos.
O conflito na região do Sudão, que tem como protagonistas o Exército, grupos armados rebeldes e as milícias árabes Janjaweed, matou ao menos 200 mil pessoas e deixou outros 2,5 milhões de deslocados desde 2003, em uma crise que atingiu até o vizinho Chade.
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Sudão reitera recusa à visita de missão da ONU a Darfur
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da Efe, em CartumO governo do Sudão reiterou neste sábado sua rejeição a uma visita que uma missão da ONU realizaria nesta semana ao Sudão e que tinha como objetivo apurar denúncias de violações dos direitos humanos na região de Darfur.
A posição foi tomada pelo ministro de Justiça sudanês, Mohammed Ali Murdi, em entrevista coletiva em Cartum, na qual disse que seu país se opõe a conceder vistos de entrada à equipe das Nações Unidas, pois alguns integrantes do grupo seriam hostis ao Sudão.
Murdi citou como exemplos a chefe da missão, a vencedora do prêmio Nobel da Paz de 1997, a americana Jody Williams, e o antigo alto comissário de direitos humanos da ONU, Bertrand Ramcharan.
Antes da rejeição de Cartum à visita da missão, a equipe das Nações Unidas anunciou, na última quarta em Genebra, o cancelamento de sua viagem ao Sudão.Em comunicado publicado pela ONU, Williams afirmou que "a missão recolherá toda a informação relevante [de Darfur] de locais fora do Sudão", com a qual preparará o relatório que apresentará em março ao Conselho de Direitos Humanos (CDH).
O grupo de trabalho, que encontrou dificuldades para obter seus vistos em Genebra, partiu, na última sexta, para a capital da Etiópia, Adis-Abeba, com o mesmo objetivo, mas novamente sem sucesso.
A missão especial para Darfur foi criada pela ONU por iniciativa dos países ocidentais e da América Latina, à qual se uniu o grupo de países árabes e islâmicos.
O conflito na região do Sudão, que tem como protagonistas o Exército, grupos armados rebeldes e as milícias árabes Janjaweed, matou ao menos 200 mil pessoas e deixou outros 2,5 milhões de deslocados desde 2003, em uma crise que atingiu até o vizinho Chade.
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