16/03/2007
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10h45
O soldado britânico que morreu no Iraque em 2003 por "fogo amigo" americano foi vítima de um ato ilegal que resultou de um ataque criminoso, assinalou hoje um juiz de instrução inglês.
Ao anunciar seu ditame sobre a investigação judicial da morte do soldado Matty Hull, o magistrado criticou as autoridades americanas por não cooperarem.
"Acho que todos os fatos não foram divulgados. Foi ilegal porque não havia razão legal para isso e neste sentido foi criminoso", ressaltou o juiz ao ler seu veredicto.
Hull morreu em conseqüência dos graves ferimentos sofridos no carro de combate em que viajava em 28 de março de 2003, como parte de um comboio de veículos blindados que avançava pelos arredores de Basra, quando foi atacado por um caça A-10 dos EUA.
"O ataque contra o comboio representou uma agressão", ressaltou Walker, que é juiz adjunto do distrito do Condado de Oxfordshire (sul da Inglaterra).
"Não acho que este caso tenha sido um erro sincero. Não há provas de que os pilotos atuassem em defesa própria", acrescentou.
O ditame foi anunciado depois de a mulher do soldado, Susan Hull, empreender uma longa batalha para estabelecer a verdade sobre a morte do militar, que perdeu a vida em março de 2003.
Lágrimas
Susan Hull começou a chorar hoje na sala judicial logo após o anúncio da declaração judicial.
Em declarações à imprensa, a viúva, de 30 anos, disse que sentia um grande alívio com a decisão, mas manifestou sua decepção com a falta de cooperação dos EUA. A viúva pediu ontem ajuda ao presidente dos EUA, George W. Bush, para esclarecer as circunstâncias da morte de seu marido.
Às portas do centro onde se celebrou a audiência, Susan Hull pediu a Bush que fornecesse ao juiz instrutor uma informação-chave que, segundo ela, é ocultada pelas autoridades americanas.
O caso de Hull chamou a atenção dos meios de comunicação britânicos depois de o jornal "The Sun" publicar recentemente detalhes de um vídeo que registrou a morte do soldado britânico.
O "The Sun" publicou trechos da comunicação dos pilotos americanos no momento da ação armada em Basra. Esta gravação foi mostrada à família do soldado durante a investigação judicial.
Com agências internacionais
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Morte de soldado por "fogo amigo" dos EUA foi crime, diz juiz
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da Efe, em LondresO soldado britânico que morreu no Iraque em 2003 por "fogo amigo" americano foi vítima de um ato ilegal que resultou de um ataque criminoso, assinalou hoje um juiz de instrução inglês.
Ao anunciar seu ditame sobre a investigação judicial da morte do soldado Matty Hull, o magistrado criticou as autoridades americanas por não cooperarem.
"Acho que todos os fatos não foram divulgados. Foi ilegal porque não havia razão legal para isso e neste sentido foi criminoso", ressaltou o juiz ao ler seu veredicto.
Hull morreu em conseqüência dos graves ferimentos sofridos no carro de combate em que viajava em 28 de março de 2003, como parte de um comboio de veículos blindados que avançava pelos arredores de Basra, quando foi atacado por um caça A-10 dos EUA.
"O ataque contra o comboio representou uma agressão", ressaltou Walker, que é juiz adjunto do distrito do Condado de Oxfordshire (sul da Inglaterra).
"Não acho que este caso tenha sido um erro sincero. Não há provas de que os pilotos atuassem em defesa própria", acrescentou.
O ditame foi anunciado depois de a mulher do soldado, Susan Hull, empreender uma longa batalha para estabelecer a verdade sobre a morte do militar, que perdeu a vida em março de 2003.
Lágrimas
Susan Hull começou a chorar hoje na sala judicial logo após o anúncio da declaração judicial.
Em declarações à imprensa, a viúva, de 30 anos, disse que sentia um grande alívio com a decisão, mas manifestou sua decepção com a falta de cooperação dos EUA. A viúva pediu ontem ajuda ao presidente dos EUA, George W. Bush, para esclarecer as circunstâncias da morte de seu marido.
Às portas do centro onde se celebrou a audiência, Susan Hull pediu a Bush que fornecesse ao juiz instrutor uma informação-chave que, segundo ela, é ocultada pelas autoridades americanas.
O caso de Hull chamou a atenção dos meios de comunicação britânicos depois de o jornal "The Sun" publicar recentemente detalhes de um vídeo que registrou a morte do soldado britânico.
O "The Sun" publicou trechos da comunicação dos pilotos americanos no momento da ação armada em Basra. Esta gravação foi mostrada à família do soldado durante a investigação judicial.
Com agências internacionais
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