16/04/2007
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09h24
Sirenes soaram em Israel na manhã desta segunda-feira, enquanto israelenses fizeram dois minutos de silêncio em homenagem às vítimas do Holocausto. O ato é uma tradição anual para marcar a data em memória das vítimas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que teve início neste domingo e dura até a noite de hoje.
Às 10h (4h de Brasília), ao soarem as sirenes, todas as atividades do país foram suspensas, pedestres se detiveram nas calçadas, ônibus e carros pararam o tráfego para demonstrar o respeito aos cerca de 6 milhões de judeus mortos pelo nazismo.
Forças de segurança israelenses estão em estado de alerta máximo. Palestinos que vivem na faixa de Gaza e na Cisjordânia foram proibidos de entrar em território israelense, como é habitual em todas as festividades por precaução contra atentados.
Durante o dia, redes de TV locais dedicam grande parte de sua programação a documentários sobre o Holocausto, além de entrevistas com sobreviventes da guerra.
Em uma cerimônia realizada neste domingo em Yad Vashem, o memorial e museu oficial do Holocausto, o premiê israelense, Ehud Olmert, lembrou que o país comemora 59 anos de independência na próxima semana. Durante o ato, seis sobreviventes da tragédia acenderam seis tochas, cada uma representando um milhão de judeus assassinados pelos nazistas.
A jornada de luto será concluída no começo desta noite em Jerusalém, no mesmo local.
A celebração deste domingo quase causou um incidente diplomático entre Israel e o Vaticano depois que o representante da Igreja Católica que participaria do ato anunciou que boicotaria a celebração devido a uma legenda do museu que descreve a conduta do papa Pio 12.
No entanto, horas antes da cerimônia, o monsenhor Antonio Franco voltou atrás e disse que estaria presente. Israel e o Vaticano estabeleceram relações diplomáticas em 1993.
A legenda questionada pela igreja aparece ao lado da figura de Pio 12 e afirma que, "embora relatos de assassinatos de judeus tenham chegado ao Vaticano, o papa não protestou, recusando-se a assinar, em 1942, um documento que condenava o massacre contra judeus".
Polêmica
A porta-voz do museu, Iris Rosenberg, elogiou a decisão de Franco, dizendo que isso era "a coisa certa a se fazer".
"O Yad Vashem acredita que é inadequado relacionar uma pesquisa histórica com a homenagem às vítimas do Holocausto", disse ela.
A legenda que causou a polêmica apareceu em 2005, quando o museu foi reinaugurado. Pouco depois, o Vaticano pediu que o texto da legenda fosse alterado. Desde então, o museu não alterou o texto, alegando que ele descreve corretamente a conduta do então papa.
O Yad Vashem disse que revisaria a conduta de Pio 12 no Holocausto se o Vaticano abrisse seus arquivos da Segunda Guerra para pesquisas do museu e novos materiais aparecessem.
No entanto, o Vaticano recusa-se a permitir o acesso a seus arquivos da época.
Especial
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Israel presta homenagem a 6 milhões de judeus mortos no Holocausto
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da Folha OnlineSirenes soaram em Israel na manhã desta segunda-feira, enquanto israelenses fizeram dois minutos de silêncio em homenagem às vítimas do Holocausto. O ato é uma tradição anual para marcar a data em memória das vítimas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que teve início neste domingo e dura até a noite de hoje.
Às 10h (4h de Brasília), ao soarem as sirenes, todas as atividades do país foram suspensas, pedestres se detiveram nas calçadas, ônibus e carros pararam o tráfego para demonstrar o respeito aos cerca de 6 milhões de judeus mortos pelo nazismo.
| Efe |
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| Olmert deposita flores durante cerimônia em memória do Holcausto |
Durante o dia, redes de TV locais dedicam grande parte de sua programação a documentários sobre o Holocausto, além de entrevistas com sobreviventes da guerra.
Em uma cerimônia realizada neste domingo em Yad Vashem, o memorial e museu oficial do Holocausto, o premiê israelense, Ehud Olmert, lembrou que o país comemora 59 anos de independência na próxima semana. Durante o ato, seis sobreviventes da tragédia acenderam seis tochas, cada uma representando um milhão de judeus assassinados pelos nazistas.
A jornada de luto será concluída no começo desta noite em Jerusalém, no mesmo local.
A celebração deste domingo quase causou um incidente diplomático entre Israel e o Vaticano depois que o representante da Igreja Católica que participaria do ato anunciou que boicotaria a celebração devido a uma legenda do museu que descreve a conduta do papa Pio 12.
No entanto, horas antes da cerimônia, o monsenhor Antonio Franco voltou atrás e disse que estaria presente. Israel e o Vaticano estabeleceram relações diplomáticas em 1993.
A legenda questionada pela igreja aparece ao lado da figura de Pio 12 e afirma que, "embora relatos de assassinatos de judeus tenham chegado ao Vaticano, o papa não protestou, recusando-se a assinar, em 1942, um documento que condenava o massacre contra judeus".
Polêmica
A porta-voz do museu, Iris Rosenberg, elogiou a decisão de Franco, dizendo que isso era "a coisa certa a se fazer".
"O Yad Vashem acredita que é inadequado relacionar uma pesquisa histórica com a homenagem às vítimas do Holocausto", disse ela.
A legenda que causou a polêmica apareceu em 2005, quando o museu foi reinaugurado. Pouco depois, o Vaticano pediu que o texto da legenda fosse alterado. Desde então, o museu não alterou o texto, alegando que ele descreve corretamente a conduta do então papa.
O Yad Vashem disse que revisaria a conduta de Pio 12 no Holocausto se o Vaticano abrisse seus arquivos da Segunda Guerra para pesquisas do museu e novos materiais aparecessem.
No entanto, o Vaticano recusa-se a permitir o acesso a seus arquivos da época.
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