16/04/2007
-
18h12
O número de vítimas no pior ataque em uma universidade na história dos Estados Unidos, que ocorreu nesta segunda-feira na universidade Virgínia Tech (Instituto Politécnico da Virgínia), aumentou para 32. O número de mortos foi confirmado pelo congressista do Estado Randy Forbes. O autor do ataque, um atirador ainda não identificado, também morreu.
Não ficou claro se ele foi morto por policiais ou se se suicidou após atirar contra estudantes e professores da universidade. O presidente George W. Bush disse estar horrorizado com o ocorrido, segundo a Casa Branca.
"Hoje a universidade foi atingida por uma tragédia que consideramos de proporções monumentais", afirmou o presidente da instituição, Charles Steger. "Estamos chocados".
Os dois ataques, que ocorreram em lados opostos do campus de 1.050 hectares, tiveram início às 7h15 (8h15 de Brasília) em West Ambler Johnston Hall, residência estudantil que abriga ao menos 895 pessoas. Cerca de duas horas depois, Norris Hall, edifício da engenharia, foi alvo de outro ataque a tiros.
Os tiroteios despertaram lembranças de outro massacre, que ocorreu na localidade de Columbine e completa oito anos nesta semana. No episódio, dois alunos mataram 12 colegas e um professor antes de se suicidarem em 20 de abril de 1999.
Além dos mortos de hoje, os hospitais da região informaram que há ao menos 21 feridos após o ataque. Alguns foram baleados, enquanto outros ficaram feridos ao pular das janelas do prédio da Engenharia, onde ocorreu o segundo tiroteio.
Um estudante presente no local disse para a rede americana CNN que o atirador entrou no prédio da engenharia, trancou todas as portas e começou a atirar em cada classe.
O site da universidade informou que o campus recebeu duas ameaças de bombas neste mês, e que havia uma recompensa de 5.000 dólares em troca de informações que levassem aos responsáveis.
Vítimas
A maioria dos mortos eram estudantes da universidade. Um deles foi morto em um dormitório e outros foram assassinados dentro de uma sala de aula, segundo o chefe de polícia do campus, W.R. Flinchum.
O nome do homem armado não foi divulgado, tampouco se ele era estudante da escola.
Antes desta segunda-feira, o pior ataque contra um campus da história dos EUA havia ocorrido em 1966 na Universidade do Texas, quando Charles Whitman subiu em uma torre de observação de 27 andares e abriu fogo. Ele matou 16 pessoas antes de ser baleado e morto.
Após os ataques a tiros, todas as entradas do campus foram fechadas, e as aulas foram suspensas. A universidade estabeleceu um local de encontro entre famílias e representantes estudantis. Uma reunião deve ocorrer nesta terça-feira na quadra de basquete da escola.
Testemunhas
"Há forte comoção. É difícil dizer exatamente o que está acontecendo", disse Jason Anthony Smith, 19, que mora no dormitório onde um dos ataques a tiros ocorreu.
Segundo Aimee Kanode, aluna do primeiro ano, o primeiro ataque ocorreu no primeiro andar do West Ambler Johnston, um andar acima do quarto em que ela dorme.
"Eles [a universidade] nos trancaram temporariamente nos quartos", afirmou. "Ficamos todos trancados nos quartos e acessando a internet para tentar saber o que acontecia".
A Virginia Tech tem 26 mil estudantes e fica a 390 km de Washington.
É a segunda vez em menos de um ano que a universidade, que abriga 26 mil alunos, teve de ser fechada devido a um tiroteio.
Em agosto de 2006, o reinício das aulas foi suspenso e a entrada no campus foi bloqueada depois que um fugitivo matou um segurança e um policial envolvidos em uma perseguição ocorrida em um ponto próximo da universidade.
Leia mais
Ataque em universidade da Virgínia choca estudante brasileira
Veja os mais violentos ataques contra universidades dos EUA
Saiba mais sobre o Instituto Politécnico da Virgínia
Veja mapa do campus da universidade atacada na Virgínia
Universidade na Virgínia divulga na internet informações sobre ataque
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a Virgínia
Leia o que já foi publicado sobre crimes nos EUA
Sobe para 32 número de mortos em ataque a universidade da Virgínia
da Folha OnlineO número de vítimas no pior ataque em uma universidade na história dos Estados Unidos, que ocorreu nesta segunda-feira na universidade Virgínia Tech (Instituto Politécnico da Virgínia), aumentou para 32. O número de mortos foi confirmado pelo congressista do Estado Randy Forbes. O autor do ataque, um atirador ainda não identificado, também morreu.
Não ficou claro se ele foi morto por policiais ou se se suicidou após atirar contra estudantes e professores da universidade. O presidente George W. Bush disse estar horrorizado com o ocorrido, segundo a Casa Branca.
| AP |
![]() |
| Feridos são socorridos após ataque a tiros em campus de universidade nos Estados Unidos |
Os dois ataques, que ocorreram em lados opostos do campus de 1.050 hectares, tiveram início às 7h15 (8h15 de Brasília) em West Ambler Johnston Hall, residência estudantil que abriga ao menos 895 pessoas. Cerca de duas horas depois, Norris Hall, edifício da engenharia, foi alvo de outro ataque a tiros.
Os tiroteios despertaram lembranças de outro massacre, que ocorreu na localidade de Columbine e completa oito anos nesta semana. No episódio, dois alunos mataram 12 colegas e um professor antes de se suicidarem em 20 de abril de 1999.
Além dos mortos de hoje, os hospitais da região informaram que há ao menos 21 feridos após o ataque. Alguns foram baleados, enquanto outros ficaram feridos ao pular das janelas do prédio da Engenharia, onde ocorreu o segundo tiroteio.
Um estudante presente no local disse para a rede americana CNN que o atirador entrou no prédio da engenharia, trancou todas as portas e começou a atirar em cada classe.
O site da universidade informou que o campus recebeu duas ameaças de bombas neste mês, e que havia uma recompensa de 5.000 dólares em troca de informações que levassem aos responsáveis.
Vítimas
A maioria dos mortos eram estudantes da universidade. Um deles foi morto em um dormitório e outros foram assassinados dentro de uma sala de aula, segundo o chefe de polícia do campus, W.R. Flinchum.
O nome do homem armado não foi divulgado, tampouco se ele era estudante da escola.
Antes desta segunda-feira, o pior ataque contra um campus da história dos EUA havia ocorrido em 1966 na Universidade do Texas, quando Charles Whitman subiu em uma torre de observação de 27 andares e abriu fogo. Ele matou 16 pessoas antes de ser baleado e morto.
Após os ataques a tiros, todas as entradas do campus foram fechadas, e as aulas foram suspensas. A universidade estabeleceu um local de encontro entre famílias e representantes estudantis. Uma reunião deve ocorrer nesta terça-feira na quadra de basquete da escola.
Testemunhas
"Há forte comoção. É difícil dizer exatamente o que está acontecendo", disse Jason Anthony Smith, 19, que mora no dormitório onde um dos ataques a tiros ocorreu.
Segundo Aimee Kanode, aluna do primeiro ano, o primeiro ataque ocorreu no primeiro andar do West Ambler Johnston, um andar acima do quarto em que ela dorme.
"Eles [a universidade] nos trancaram temporariamente nos quartos", afirmou. "Ficamos todos trancados nos quartos e acessando a internet para tentar saber o que acontecia".
A Virginia Tech tem 26 mil estudantes e fica a 390 km de Washington.
É a segunda vez em menos de um ano que a universidade, que abriga 26 mil alunos, teve de ser fechada devido a um tiroteio.
Em agosto de 2006, o reinício das aulas foi suspenso e a entrada no campus foi bloqueada depois que um fugitivo matou um segurança e um policial envolvidos em uma perseguição ocorrida em um ponto próximo da universidade.
Leia mais
Especial


