17/04/2007
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15h36
O Instituto Politécnico da Virgínia (Virginia Tech) deu início pouco após as 14h (15h de Brasília) a um encontro de homenagem aos 32 estudantes e professores assassinados a tiros nesta segunda-feira no pior massacre ocorrido em um campus universitário dos Estados Unidos na história.
A homenagem conta com a presença do presidente dos EUA, George W. Bush, do governador do Estado, Tim Kaine, e de alunos, professores e funcionários da instituição.
O presidente do Instituto, Charles Steger, disse que gostaria de "acordar deste pesadelo horrível". "Estamos gratos por não termos que passar por isso sozinhos. Agradeço a todas as orações e mensagens que chegaram até nós de todo o mundo."
Ele expressou seu agradecimento à polícia do campus, assim como a da cidade de Blacksburg, do Estado da Virgínia e policiais federais por todo o trabalho de "investigarem essa horrível catástrofe", e expressou gratidão pela presença de Bush e da primeira-dama, Laura, além do governador Kaine.
"É impossível encontrar sentido em uma violência como essa. As vítimas estavam simplesmente no lugar errado na hora errada, não mereciam o que aconteceu", disse Bush. "Em momentos como esse, podemos encontrar conforto no Senhor. Que Deus os abençoe e guarde as almas das vítimas."
O encontro é realizado no Cassell Coliseum, em Blacksburg. Um memorial especial privado para familiares das vítimas também foi organizado no auditório Merryman Center.
Autor
O sul-coreano Cho Seung-hui, 23, identificado como autor do massacre que deixou 32 mortos ontem Instituto Politécnico da Virgínia (EUA) aparentemente premeditou sua ação violenta.
Em carta encontrada pela polícia em um dos dormitórios, o agressor se queixa dos garotos "ricos, festeiros e charlatões" da universidade e afirma que foram eles que "causaram a tragédia".
Ontem, em dois ataques que ocorreram em cerca de duas horas, o estudante protagonizou o mais grave ataque a mão armada em um campus de universidade desde 1966. Cho matou 32 pessoas [a maioria estudantes] e se suicidou.
Segundo o jornal "Chicago Tribune", ele dava sinais de comportamento violento e fora do normal, tendo inclusive ateado fogo a um dormitório e assediado estudantes da universidade.
De acordo com Carolyn Rude, chefe do Departamento de Inglês, seu comportamento causava apreensão entre professores. "Havia preocupação a respeito dele", disse ela.
Solidão
Seung-Hui vivia nos Estados Unidos desde 1992, de acordo com o porta-voz do Departamento de Imigração americano, Chris Bentley. Ele morava com a família em Centreville, na Virgínia.
Seus pais são donos de uma lavanderia e sua irmã é aluna da Universidade de Princeton.
"Ele era um solitário, estamos tendo dificuldades para obter informações a seu respeito", disse o porta-voz da universidade, Larry Hincker.
"Ele era muito quieto e estava sempre sozinho", afirmou o vizinho Abdul Shash.
Segundo ele, Seung-Hui passava grande parte de seu tempo livre jogando basquete e não respondia quando alguém o cumprimentava.
Depressão
Segundo a polícia, ele chegou a ser submetido a tratamento para depressão. Seu corpo foi encontrado entre os 31 mortos em Norris Hall, prédio da Engenharia. De acordo com a polícia, os corpos das vítimas foram encontrados em quatro salas de aula e nas escadas.
Testes balísticos apontam que as mesmas armas --duas no total-- foram utilizadas em ambos os ataques, segundo a polícia da Virgínia. De acordo com a polícia, foi encontrada na mochila do estudante a nota fiscal de uma pistola Glock 9 milímetros adquirida em março último.
O Ministério de Relações Exteriores sul-coreano expressou suas condolências, dizendo esperar que a tragédia não suscite "preconceito ou discriminação racial". "Estamos em choque", disse o representante Cho Byung-se.
"Expressamos condolências às vítimas, aos familiares e ao povo americano", acrescentou.
Com agência internacionais
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da Folha OnlineO Instituto Politécnico da Virgínia (Virginia Tech) deu início pouco após as 14h (15h de Brasília) a um encontro de homenagem aos 32 estudantes e professores assassinados a tiros nesta segunda-feira no pior massacre ocorrido em um campus universitário dos Estados Unidos na história.
| Michael Kiernan/Virginia Tech |
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| Campus de Virginia Tech, onde um atirador matou ao menos 32 pessoas ontem |
O presidente do Instituto, Charles Steger, disse que gostaria de "acordar deste pesadelo horrível". "Estamos gratos por não termos que passar por isso sozinhos. Agradeço a todas as orações e mensagens que chegaram até nós de todo o mundo."
Ele expressou seu agradecimento à polícia do campus, assim como a da cidade de Blacksburg, do Estado da Virgínia e policiais federais por todo o trabalho de "investigarem essa horrível catástrofe", e expressou gratidão pela presença de Bush e da primeira-dama, Laura, além do governador Kaine.
"É impossível encontrar sentido em uma violência como essa. As vítimas estavam simplesmente no lugar errado na hora errada, não mereciam o que aconteceu", disse Bush. "Em momentos como esse, podemos encontrar conforto no Senhor. Que Deus os abençoe e guarde as almas das vítimas."
O encontro é realizado no Cassell Coliseum, em Blacksburg. Um memorial especial privado para familiares das vítimas também foi organizado no auditório Merryman Center.
Autor
O sul-coreano Cho Seung-hui, 23, identificado como autor do massacre que deixou 32 mortos ontem Instituto Politécnico da Virgínia (EUA) aparentemente premeditou sua ação violenta.
Em carta encontrada pela polícia em um dos dormitórios, o agressor se queixa dos garotos "ricos, festeiros e charlatões" da universidade e afirma que foram eles que "causaram a tragédia".
Ontem, em dois ataques que ocorreram em cerca de duas horas, o estudante protagonizou o mais grave ataque a mão armada em um campus de universidade desde 1966. Cho matou 32 pessoas [a maioria estudantes] e se suicidou.
Segundo o jornal "Chicago Tribune", ele dava sinais de comportamento violento e fora do normal, tendo inclusive ateado fogo a um dormitório e assediado estudantes da universidade.
De acordo com Carolyn Rude, chefe do Departamento de Inglês, seu comportamento causava apreensão entre professores. "Havia preocupação a respeito dele", disse ela.
Solidão
Seung-Hui vivia nos Estados Unidos desde 1992, de acordo com o porta-voz do Departamento de Imigração americano, Chris Bentley. Ele morava com a família em Centreville, na Virgínia.
| Reprodução |
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| O sul-coreano Cho Seung-Hui, 23, autor dos ataques contra universidade na Virgínia |
"Ele era um solitário, estamos tendo dificuldades para obter informações a seu respeito", disse o porta-voz da universidade, Larry Hincker.
"Ele era muito quieto e estava sempre sozinho", afirmou o vizinho Abdul Shash.
Segundo ele, Seung-Hui passava grande parte de seu tempo livre jogando basquete e não respondia quando alguém o cumprimentava.
Depressão
Segundo a polícia, ele chegou a ser submetido a tratamento para depressão. Seu corpo foi encontrado entre os 31 mortos em Norris Hall, prédio da Engenharia. De acordo com a polícia, os corpos das vítimas foram encontrados em quatro salas de aula e nas escadas.
Testes balísticos apontam que as mesmas armas --duas no total-- foram utilizadas em ambos os ataques, segundo a polícia da Virgínia. De acordo com a polícia, foi encontrada na mochila do estudante a nota fiscal de uma pistola Glock 9 milímetros adquirida em março último.
O Ministério de Relações Exteriores sul-coreano expressou suas condolências, dizendo esperar que a tragédia não suscite "preconceito ou discriminação racial". "Estamos em choque", disse o representante Cho Byung-se.
"Expressamos condolências às vítimas, aos familiares e ao povo americano", acrescentou.
Com agência internacionais
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