Mundo
17/04/2007 - 16h17

Líderes políticos reagem com horror a massacre em campus nos EUA

da France Presse, em Paris
da Folha Online

Líderes políticos reagiram com horror e solidariedade ao massacre que matou 32 em um na Virgínia nesta segunda-feira, e também questionaram a venda livre de armas nos EUA.

Ontem, em dois ataques que ocorreram em cerca de duas horas, o estudante protagonizou o mais grave ataque a mão armada em um campus de universidade nos EUA desde 1966. O autor do ataque, o estudante sul-coreano Cho Seung-hui, 23, suicidou-se em seguida.

Reprodução
O sul-coreano Cho Seung-Hui, 23, autor dos ataques contra universidade na Virgínia
O sul-coreano Cho Seung-Hui, 23, autor dos ataques contra universidade na Virgínia
As mensagens de condolência aos familiares das vítimas foram enviadas por personalidades como a rainha da Inglaterra, Elizabeth 2ª, pelo presidente francês Jacques Chirac, por dirigentes do Canadá, da Austrália e, mais inesperadamente, do Irã.

Elizabeth 2ª disse ter ficado "emocionada e entristecida" ao ser informada sobre o tiroteio em Virgínia, segundo um porta-voz do Palácio Real. "Vivemos fatos terríveis em Port Arthur. Mas foi isso que nos levou há 11 anos a dotar medidas para limitar as armas", afirmou, por sua vez, o primeiro-ministro australiano, John Howard.

Em 28 de abril de 1996, a Austrália foi cenário de um dos piores massacres do mundo na cidade de Port Arthur, na Tasmânia, onde um franco-atirador, Martin Bryant, matou 35 pessoas. "Anunciamos nossa determinação para que a cultura das armas de fogo, tão nefasta nos Estados Unidos, não esteja vigente em nosso país", afirmou Howard.

"O choque e o horror deste ato foram sentidos em todo Canadá e por todos os canadenses; apresento minhas mais sinceras condolências às famílias e aos amigos das vítimas desta tragédia sem sentido", declarou o ministro canadense de Segurança Pública, Stockwell Day.

Chirac, por sua vez, disse estar "horrorizado e consternado" com o massacre no campus do Instituto Tecnológico da Virgínia e dirigiu ao presidente George W. Bush, às famílias das vítimas e ao povo americano suas "condolências e total solidariedade", segundo um comunicado da Presidência francesa.

O Irã, que rompeu suas relações diplomáticas com os Estados Unidos nos 1980, "lamenta, condena (o ato) e apresenta suas condolências ao povo e às famílias das vítimas", afirmou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Ali Hosseini.

Um ato deste tipo é contrário "aos valores divinos e humanos", acrescentou.

O Ministério de Relações Exteriores sul-coreano também expressou suas condolências, dizendo esperar que a tragédia não suscite "preconceito ou discriminação racial". "Estamos em choque", disse o representante Cho Byung-se. "Expressamos condolências às vítimas, aos familiares e ao povo americano", acrescentou.

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