Mundo
22/04/2007 - 18h30

Sarkozy quer unir franceses no "sonho" de uma república "fraternal"

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da Efe, em Paris

O candidato conservador à presidência da França, Nicolas Sarkozy, agradeceu "de todo o coração" aos franceses que hoje, segundo os primeiros resultados oficiais, lhe deram a vitória no primeiro turno das eleições presidenciais francesas.

Diante de inúmeros seguidores que se reuniram perto da sede da governista UMP (União por um Movimento Popular), Sarkozy disse que quer unir todos os seus compatriotas no "sonho" de uma "república fraternal".

O candidato também convidou para um "debate de idéias" aquela com quem deverá disputar o segundo turno do pleito, no dia 6 de maio, a socialista Ségolène Royal.

Este terá que ser um "debate de clareza, sinceridade e respeito às pessoas", disse Sarkozy, que lidera a apuração com pouco mais de 30% dos votos, enquanto Royal aparece com quase 25%.

Christophe Ena/AP
Rodeado pela família, Nicolas Sarkozy comparece para votar na eleição francesa
Rodeado pela família, Nicolas Sarkozy comparece para votar na eleição francesa
Para o candidato da UMP, de 52 anos, a decisão dos eleitores de levar ele e a socialista para o segundo turno mostra o "claro" desejo daqueles de que ambos sigam "até o fim no debate entre duas idéias da Nação, dois projetos de sociedade, dois sistemas de valores e duas concepções de política".

Após expressar seu "respeito" à primeira mulher com chances reais de chegar ao Palácio do Eliseu, Sarkozy voltou a reivindicar um debate de idéias "não desvirtuado", pelo qual os franceses esperam há "muito tempo".

Aos "11 milhões" de franceses que votaram nele hoje, o ex-ministro do Interior prometeu fazer tudo para ser "digno" da confiança depositada em sua pessoa.

Com as atenções já voltadas para o segundo turno, de onde sairá o sucessor de Jacques Chirac, o candidato da UMP declarou que pretende proteger todos os franceses que "têm medo do futuro e se sentem frágeis e vulneráveis".

Sarkozy disse que quer proteger o povo da "violência, da criminalidade, e também da concorrência desleal e da fuga de empresas, da degradação de suas condições de trabalho, da exclusão".

A todos os desamparados, quero "devolver a esperança", acrescentou.

"Quero dizer a vocês que a França com a qual sonho é uma França que não deixará ninguém marginalizado", na qual o mais vulnerável terá tanto direito "a amor, respeito e atenção quanto o mais forte", afirmou.

Sarkozy disse que seu único desejo é "unir o povo francês em torno de um novo sonho, o de uma república fraternal na qual cada um encontre seu lugar, na qual ninguém tenha medo do outro, e onde a diversidade seja vivida não como uma ameaça, mas como uma riqueza".

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