02/05/2007
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08h17
O presidente americano, George W. Bush, vetou nesta terça-feira a lei que exigia a retirada das tropas americanas do Iraque. O veto a qualquer lei que incluísse um cronograma de retirada do Iraque já havia sido anunciado há semanas, mas os legisladores insistiram em enviar a lei ao gabinete presidencial em uma posição de desafio a Bush.
O veto --o segundo de todo o governo Bush-- marca a disputa entre a Casa Branca e o Congresso, liderado em ambas as Casas pelos democratas desde janeiro deste ano, sobre a condução do conflito no país árabe.
Nesta quarta-feira, um dia após o veto e na véspera do início de uma conferência internacional no resort de Sharm el Sheik, no Egito, para discutir a situação do Iraque, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, advertiu que os países vizinhos do Iraque "serão afetados" se ajudarem a estabilizar o país.
"A mensagem mais importante que divulgarei é que um Iraque estável, unificado e democrático será o pilar da estabilidade no Oriente Médio e que um Iraque instável será fonte de instabilidade na região", declarou Rice. Ela deixou Washington na noite desta terça-feira, em um vôo com parada para reabastecimento na Irlanda, e deve chegar ao Egito hoje.
"Em nossa opinião, há países da região que não atuam a favor de um Estado estável e unificado no Iraque", acrescentou, em referência ao Irã e Síria, nações que Washington acusa de estimular a violência e fornecer armas às milícias xiitas.
Rice reconheceu que os vizinhos árabes do Iraque de maioria sunita não confiam no governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki, que é xiita.
O rei Abdullah da Arábia Saudita se recusou a receber Al Maliki antes da conferência.
A conferência no Egito deve reunir os EUA, o Irã, a Rússia e a China, além países da Europa e do mundo árabe. Os EUA esperam que a reunião ajude a aumentar o apoio internacional a Al Maliki, principalmente em relação à sua disposição em diminuir as dívidas do país.
Veto
A lei vetada por Bush nesta terça-feira vinculava a instituição de um prazo de retirada à liberação de fundos para as tropas americanas em combate, e previa o envio de US$ 124 bilhões em recursos extras para a manutenção dos soldados.
O presidente lamentou que o Congresso enviasse a lei ciente de que ela seria vetada, o que impede também a liberação de fundos para as tropas e dificulta a ação militar no país árabe.
De acordo com o projeto --aprovado na última semana por 218 votos contra 208 na Câmara dos Representantes e por 51 a 46 no Senado--, a retirada de cerca de 150 mil soldados dos EUA em solo iraquiano seria iniciada em outubro e completada em março de 2008.
O veto coincide com o aniversário de quatro anos de um discurso feito por Bush sobre a "missão cumprida" no Iraque. No discurso, o presidente anunciou que as operações de grande porte no país árabe haviam terminado. Os democratas aparentemente escolheram esta data para enviar a lei para demonstrar que Bush errou.
"Essa lei respeita os desejos dos americanos para acabar com a guerra no Iraque", disse a deputada democrata Nancy Pelosi, líder da Câmara dos Representantes.
O conflito no Iraque já custou mais de US$ 421 bilhões desde a invasão americana, que derrubou o ditador Saddam Hussein em 2003. Mais de 3.350 soldados americanos morreram no Iraque, e as mortes entre civis iraquianos são estimadas em mais de 63 mil.
Com Associated Press, Reuters e France Presse
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Folha OnlineO presidente americano, George W. Bush, vetou nesta terça-feira a lei que exigia a retirada das tropas americanas do Iraque. O veto a qualquer lei que incluísse um cronograma de retirada do Iraque já havia sido anunciado há semanas, mas os legisladores insistiram em enviar a lei ao gabinete presidencial em uma posição de desafio a Bush.
O veto --o segundo de todo o governo Bush-- marca a disputa entre a Casa Branca e o Congresso, liderado em ambas as Casas pelos democratas desde janeiro deste ano, sobre a condução do conflito no país árabe.
Nesta quarta-feira, um dia após o veto e na véspera do início de uma conferência internacional no resort de Sharm el Sheik, no Egito, para discutir a situação do Iraque, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, advertiu que os países vizinhos do Iraque "serão afetados" se ajudarem a estabilizar o país.
"A mensagem mais importante que divulgarei é que um Iraque estável, unificado e democrático será o pilar da estabilidade no Oriente Médio e que um Iraque instável será fonte de instabilidade na região", declarou Rice. Ela deixou Washington na noite desta terça-feira, em um vôo com parada para reabastecimento na Irlanda, e deve chegar ao Egito hoje.
"Em nossa opinião, há países da região que não atuam a favor de um Estado estável e unificado no Iraque", acrescentou, em referência ao Irã e Síria, nações que Washington acusa de estimular a violência e fornecer armas às milícias xiitas.
Rice reconheceu que os vizinhos árabes do Iraque de maioria sunita não confiam no governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki, que é xiita.
O rei Abdullah da Arábia Saudita se recusou a receber Al Maliki antes da conferência.
A conferência no Egito deve reunir os EUA, o Irã, a Rússia e a China, além países da Europa e do mundo árabe. Os EUA esperam que a reunião ajude a aumentar o apoio internacional a Al Maliki, principalmente em relação à sua disposição em diminuir as dívidas do país.
Veto
A lei vetada por Bush nesta terça-feira vinculava a instituição de um prazo de retirada à liberação de fundos para as tropas americanas em combate, e previa o envio de US$ 124 bilhões em recursos extras para a manutenção dos soldados.
| Chris O'Meara/AP |
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| Bush vetou a lei que exigia a retirada das tropas americanas do Iraque |
De acordo com o projeto --aprovado na última semana por 218 votos contra 208 na Câmara dos Representantes e por 51 a 46 no Senado--, a retirada de cerca de 150 mil soldados dos EUA em solo iraquiano seria iniciada em outubro e completada em março de 2008.
O veto coincide com o aniversário de quatro anos de um discurso feito por Bush sobre a "missão cumprida" no Iraque. No discurso, o presidente anunciou que as operações de grande porte no país árabe haviam terminado. Os democratas aparentemente escolheram esta data para enviar a lei para demonstrar que Bush errou.
"Essa lei respeita os desejos dos americanos para acabar com a guerra no Iraque", disse a deputada democrata Nancy Pelosi, líder da Câmara dos Representantes.
O conflito no Iraque já custou mais de US$ 421 bilhões desde a invasão americana, que derrubou o ditador Saddam Hussein em 2003. Mais de 3.350 soldados americanos morreram no Iraque, e as mortes entre civis iraquianos são estimadas em mais de 63 mil.
Com Associated Press, Reuters e France Presse
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