02/05/2007
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08h24
da Efe, em Washington
O confronto entre o Congresso dos Estados Unidos e a Casa Branca por causa da Guerra do Iraque chegou a um impasse após o veto do presidente George W. Bush a um projeto que estabelecia prazos para a retirada das tropas americanas. O calendário para a retirada estava vinculado à aprovação de US$ 124 bilhões extras para o Iraque e o Afeganistão.
Cerca de US$ 96 bilhões correspondiam a dotações diretas para as operações militares nos dois países. O resto do orçamento prevê outros planos "que não têm nada a ver com a guerra", segundo Bush, ao justificar o veto.
A única forma de superar o veto presidencial no Congresso é reunir dois terços dos votos tanto na Câmara de Representantes quanto no Senado. Os analistas afirmam que a possibilidade não existe devido à estreita maioria dos democratas.
Segundo fontes do Pentágono, como resultado da estagnação, há o perigo de que em meados deste ano acabem os recursos para financiar as operações militares.
Bush se reunirá hoje com líderes democratas e republicanos do Congresso para buscar uma solução. Uma possibilidade é deixar de lado o calendário de uma retirada e garantir o cumprimento de objetivos impostos ao governo iraquiano para pacificar o país.
O choque das opiniões divergentes entre a Casa Branca e o Congresso sobre a guerra teve seu momento culminante na terça-feira, quando Bush afirmou que estabelecer prazos para uma retirada seria criar "um calendário do fracasso".
Quatro anos depois de prematuramente proclamar o fim das hostilidades no Iraque, Bush acusou os legisladores, em sua maioria democratas, de aprovar um projeto que pretendia substituir o julgamento dos comandantes militares pelas opiniões de políticos.
"Estabelecer prazos para a retirada significaria adotar um calendário do fracasso. Isso seria irresponsável", acusou.
"Moral
O presidente dos EUA também alertou que a medida desmoralizaria o governo iraquiano e encorajaria os terroristas no Oriente Médio. "Não faz sentido dizer ao inimigo que você pretende se retirar. Os terroristas só precisarão marcar as datas no seu calendário, reunir forças, começar a conspirar para derrubar o governo e assumir o controle do Iraque".
Os democratas venceram as eleições de novembro de 2006 mostrando uma crescente oposição à guerra. Por isso, a sua iniciativa estabelecia que a retirada militar deveria começar no máximo em 1º de outubro deste ano, e terminar em 31 de março de 2008.
Com a popularidade em baixa sem precedentes, principalmente devido à guerra, Bush resiste. Ele diz que recebeu a mensagem de rejeição à sua gestão da guerra. Agora, é o momento de deixar para trás os desacordos "e apoiar as tropas com os recursos necessários".
No entanto, a busca de um consenso sobre a Guerra do Iraque não parece ser um caminho fácil para o governo republicano de Bush.
A democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes, afirmou imediatamente após o veto que "atualmente há um tremendo abismo" entre a Casa Branca e o Parlamento.
O presidente "quer um cheque em branco, que o Congresso não vai dar", disse ela.
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ORLANDO LIZAMAda Efe, em Washington
O confronto entre o Congresso dos Estados Unidos e a Casa Branca por causa da Guerra do Iraque chegou a um impasse após o veto do presidente George W. Bush a um projeto que estabelecia prazos para a retirada das tropas americanas. O calendário para a retirada estava vinculado à aprovação de US$ 124 bilhões extras para o Iraque e o Afeganistão.
Cerca de US$ 96 bilhões correspondiam a dotações diretas para as operações militares nos dois países. O resto do orçamento prevê outros planos "que não têm nada a ver com a guerra", segundo Bush, ao justificar o veto.
A única forma de superar o veto presidencial no Congresso é reunir dois terços dos votos tanto na Câmara de Representantes quanto no Senado. Os analistas afirmam que a possibilidade não existe devido à estreita maioria dos democratas.
Segundo fontes do Pentágono, como resultado da estagnação, há o perigo de que em meados deste ano acabem os recursos para financiar as operações militares.
Bush se reunirá hoje com líderes democratas e republicanos do Congresso para buscar uma solução. Uma possibilidade é deixar de lado o calendário de uma retirada e garantir o cumprimento de objetivos impostos ao governo iraquiano para pacificar o país.
O choque das opiniões divergentes entre a Casa Branca e o Congresso sobre a guerra teve seu momento culminante na terça-feira, quando Bush afirmou que estabelecer prazos para uma retirada seria criar "um calendário do fracasso".
Quatro anos depois de prematuramente proclamar o fim das hostilidades no Iraque, Bush acusou os legisladores, em sua maioria democratas, de aprovar um projeto que pretendia substituir o julgamento dos comandantes militares pelas opiniões de políticos.
"Estabelecer prazos para a retirada significaria adotar um calendário do fracasso. Isso seria irresponsável", acusou.
"Moral
O presidente dos EUA também alertou que a medida desmoralizaria o governo iraquiano e encorajaria os terroristas no Oriente Médio. "Não faz sentido dizer ao inimigo que você pretende se retirar. Os terroristas só precisarão marcar as datas no seu calendário, reunir forças, começar a conspirar para derrubar o governo e assumir o controle do Iraque".
Os democratas venceram as eleições de novembro de 2006 mostrando uma crescente oposição à guerra. Por isso, a sua iniciativa estabelecia que a retirada militar deveria começar no máximo em 1º de outubro deste ano, e terminar em 31 de março de 2008.
Com a popularidade em baixa sem precedentes, principalmente devido à guerra, Bush resiste. Ele diz que recebeu a mensagem de rejeição à sua gestão da guerra. Agora, é o momento de deixar para trás os desacordos "e apoiar as tropas com os recursos necessários".
No entanto, a busca de um consenso sobre a Guerra do Iraque não parece ser um caminho fácil para o governo republicano de Bush.
A democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes, afirmou imediatamente após o veto que "atualmente há um tremendo abismo" entre a Casa Branca e o Parlamento.
O presidente "quer um cheque em branco, que o Congresso não vai dar", disse ela.
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