10/05/2007
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08h54
O presidente da França, Jacques Chirac, e seu sucessor eleito, Nicolas Sarkozy, apareceram lado a lado nesta quinta-feira, pela primeira vez desde a eleição presidencial e a seis dias da transferência do cargo. Chirac, 74, e Sarkozy, 52, foram à inauguração de um monumento no Jardim de Luxemburgo, em Paris, no aniversário da abolição da escravidão.
O conservador Sarkozy voltou na quarta-feira à noite de Malta, após um breve e polêmico cruzeiro pelo Mediterrâneo no luxuoso iate de um empresário francês.
Chirac e Sarkozy, que saíram do Palácio do Eliseu no mesmo carro para ir ao jardim, apareceram sorridentes enquanto cumprimentavam o público com apertos de mão.
Entre os presentes estava o jogador Lilian Thuram, que criticara Sarkozy por chamar de "gentalha" os delinqüentes dos subúrbios e prometer limpar essas áreas com "mangueira de pressão", pouco antes de explodir a onda de violência de novembro de 2005.
O monumento inaugurado nesta quinta-feira em cerimônia discreta é uma escultura de bronze policromado, de 3,7 metros, formada por três elos de uma corrente quebrada, batizada como "O Grito, o Escrito", do artista Fabrice Hyber.
A criação da obra fora anunciada por Chirac exatamente um ano atrás, na primeira comemoração da abolição da escravidão que ele instituiu, coerentemente com o "dever de memória" que ele promoveu ao longo de 12 anos no Palácio do Eliseu.
Na época, Sarkozy comemorou a iniciativa mas durante a campanha eleitoral denunciou a "cultura do arrependimento" que "exige dos filhos que expiem as supostas falhas de seus pais e antepassados".
Ao presidir sua última reunião ministerial, na quarta-feira, Chirac pediu uma mobilização contra a "infâmia" da escravidão, que prossegue até hoje com "centenas de milhares" de vítimas. O governo adotou um projeto de lei para ratificar um convênio europeu contra o tráfico de pessoas.
A França, lembrou Chirac, foi o primeiro país a reconhecer a escravidão como um crime contra a humanidade.
Depois do ato no Jardim de Luxemburgo, Chirac e Sarkozy deveriam reunir-se no Eliseu com o chefe da maioria anti-Síria no Parlamento libanês, Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri, assassinado em 2005, que era amigo pessoal do presidente francês.
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Chirac e Sarkozy aparecem juntos pela primeira vez desde eleição
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da Efe, em ParisO presidente da França, Jacques Chirac, e seu sucessor eleito, Nicolas Sarkozy, apareceram lado a lado nesta quinta-feira, pela primeira vez desde a eleição presidencial e a seis dias da transferência do cargo. Chirac, 74, e Sarkozy, 52, foram à inauguração de um monumento no Jardim de Luxemburgo, em Paris, no aniversário da abolição da escravidão.
O conservador Sarkozy voltou na quarta-feira à noite de Malta, após um breve e polêmico cruzeiro pelo Mediterrâneo no luxuoso iate de um empresário francês.
Chirac e Sarkozy, que saíram do Palácio do Eliseu no mesmo carro para ir ao jardim, apareceram sorridentes enquanto cumprimentavam o público com apertos de mão.
| Melanie Frey/EFE |
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| O presidente eleito, Nicolas Sarkozy (à esq.) aparece ao lado do líder Jacques Chirac |
O monumento inaugurado nesta quinta-feira em cerimônia discreta é uma escultura de bronze policromado, de 3,7 metros, formada por três elos de uma corrente quebrada, batizada como "O Grito, o Escrito", do artista Fabrice Hyber.
A criação da obra fora anunciada por Chirac exatamente um ano atrás, na primeira comemoração da abolição da escravidão que ele instituiu, coerentemente com o "dever de memória" que ele promoveu ao longo de 12 anos no Palácio do Eliseu.
Na época, Sarkozy comemorou a iniciativa mas durante a campanha eleitoral denunciou a "cultura do arrependimento" que "exige dos filhos que expiem as supostas falhas de seus pais e antepassados".
Ao presidir sua última reunião ministerial, na quarta-feira, Chirac pediu uma mobilização contra a "infâmia" da escravidão, que prossegue até hoje com "centenas de milhares" de vítimas. O governo adotou um projeto de lei para ratificar um convênio europeu contra o tráfico de pessoas.
A França, lembrou Chirac, foi o primeiro país a reconhecer a escravidão como um crime contra a humanidade.
Depois do ato no Jardim de Luxemburgo, Chirac e Sarkozy deveriam reunir-se no Eliseu com o chefe da maioria anti-Síria no Parlamento libanês, Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri, assassinado em 2005, que era amigo pessoal do presidente francês.
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