Mundo
17/05/2007 - 14h28

Polícia continua sem pistas do paradeiro de menina britânica

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da Efe, em Lisboa

Duas semanas após o desaparecimento de Madeleine McCann, a polícia ainda não tem pistas do paradeiro da menina britânica de quatro anos, mesmo tendo criado grandes expectativas quanto às suas testemunhas e suspeitos, e sendo pressionada pela imprensa.

O último suspeito seria um russo de 22 anos identificado como Serguei Malinka, que foi interrogado e liberado na madrugada desta quinta-feira. Ele foi perseguido por uma multidão de jornalistas que tentavam seguir a "pista russa" do desaparecimento de Madeleine.

Stephen Hird/Reuters
Tia de Madeleine carrega cartaz com foto de sobrinha desaparecida
Tia de Madeleine carrega cartaz com foto de sobrinha desaparecida
O nome de Malinka veio à tona por fontes da polícia, que o repassou à imprensa portuguesa, que chegaram a ligar o russo a casos de violência sexual e pedofilia. A polícia desmentiu que considerava Malinka suspeito, mas informou que havia interrogado o russo como testemunha.

Assim como Robert Murat, o suspeito oficial --mas não admitido publicamente pelas autoridades--, o jovem russo disse aos jornalistas que não tem relação com o caso e que os policiais estavam destruindo sua vida.

Os policiais chegaram ao nome de Malinka pela investigação minuciosa que está sendo realizada em torno de Murat, um britânico de 33 anos cujo pai é português. Os dois vivem perto do hotel onde desapareceu a menina, e o russo chegou a fazer um site para Murat.

Como aconteceu com Murat, a casa do russo também foi completamente revistada. Os policiais apreenderam objetos de Malinka, entre eles computadores pessoais.

No entanto, mais de 72 horas após surgir o nome de Murat, cujos negócios e vida afetiva foram esmiuçados pelos jornais britânicos e portugueses, a falta de prisões lança dúvidas sobre se a polícia realmente tem algo de concreto nas mãos.

Investigações

Hoje, os detetives voltaram a revistar a casa de Murat, a mansão "Liliana", no Reino Unido, que o britânico, separado, divide com a mãe e com uma filha da idade de Madeleine.

Entre os jornalistas de plantão em frente ao hotel onde a menina desapareceu, à casa de Murat e, agora, ao apartamento de Malinka, começam a se espalhar boatos, publicados por um repórter, de que a polícia ainda está sem pistas, mas agora faz mais alarde.

A Polícia Judicial portuguesa concedeu entrevistas coletivas para reiterar que as investigações prosseguem e que têm "elementos", "linhas" e "possibilidades" nunca detalhados, recusando-se a comentar em público as correntes de investigação dos detetives.

No entanto, os agentes também se queixaram da dificuldade de trabalhar com um batalhão de jornalistas seguindo seus passos, sob uma pressão midiática que, no Reino Unido, colocou a falta de resultados da investigação em evidência.

Enquanto isso, os porta-vozes dos pais de Madeleine disseram que eles continuam alheios à evolução do caso e não perdem a esperança de voltar a ver sua filha.

Kate e Gerry McCann continuam no hotel onde a menina desapareceu e contam com um site e vários assessores e advogados para tramitar o caso, além de milhões de euros doados no Reino Unido como recompensa por pistas que ajudem a encontrar a menina.

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