11/01/2001
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15h15
em Washington
Dois grupos ambientalistas criticaram a escolha do presidente eleito dos EUA, George W. Bush, para o Departamento do Interior, a ser comandada por Gale Norton.
Em um discurso feito em 1996, Norton relacionou a defesa dos direitos dos Estados norte-americanos com a causa dos confederados (o sul durante a Guerra Civil) e disse: "Nós perdemos muito" quando o norte venceu.
No discurso, proferido no Instituto Independência, um grupo de pesquisa conservador, Norton, então procuradora-geral do Colorado, descreveu a escravidão como um "fato ruim" que minou as forças do sul em sua luta pela soberania dos Estados.
Ela também citou seus planos, dos quais depois desistiu, de processar o governo federal por ter obrigado o Colorado a construir uma rampa para cadeiras de roda no palácio do governo, classificando-a como um "acréscimo realmente feio ao capitol estadual".
O Grupo de Trabalho do Meio Ambiente e o Conselho de Direitos da Comunidade, em uma carta de 10 de janeiro, pediram que Norton esclarecesse suas posturas, descritas pelas entidades como "preocupantes".
As organizações notaram que a expressão "direitos dos Estados" é usada com frequência por "grupos racistas e extremistas com os quais, temos certeza, a senhora não está ligada e não deseja estar ligada".
"Lembramos que os 'direitos dos Estados', em outros tempos uma expressão neutra, vêm sendo usados ao longo dos anos para patrocinar várias causas obscuras, como a 'resistência maciça' à integração de negros e brancos na escola e a violência contra ativistas do meio ambiente", escreveram os líderes dos dois grupos.
"Quem é 'nós' na frase 'nós perdemos muito' e o que especificamente foi 'perdido' quando a Confederação foi derrotada e a escravidão, abolida em 1865", perguntaram.
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Ambientalistas criticam Bush por nomeação
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da Reutersem Washington
Dois grupos ambientalistas criticaram a escolha do presidente eleito dos EUA, George W. Bush, para o Departamento do Interior, a ser comandada por Gale Norton.
Em um discurso feito em 1996, Norton relacionou a defesa dos direitos dos Estados norte-americanos com a causa dos confederados (o sul durante a Guerra Civil) e disse: "Nós perdemos muito" quando o norte venceu.
No discurso, proferido no Instituto Independência, um grupo de pesquisa conservador, Norton, então procuradora-geral do Colorado, descreveu a escravidão como um "fato ruim" que minou as forças do sul em sua luta pela soberania dos Estados.
Ela também citou seus planos, dos quais depois desistiu, de processar o governo federal por ter obrigado o Colorado a construir uma rampa para cadeiras de roda no palácio do governo, classificando-a como um "acréscimo realmente feio ao capitol estadual".
O Grupo de Trabalho do Meio Ambiente e o Conselho de Direitos da Comunidade, em uma carta de 10 de janeiro, pediram que Norton esclarecesse suas posturas, descritas pelas entidades como "preocupantes".
As organizações notaram que a expressão "direitos dos Estados" é usada com frequência por "grupos racistas e extremistas com os quais, temos certeza, a senhora não está ligada e não deseja estar ligada".
"Lembramos que os 'direitos dos Estados', em outros tempos uma expressão neutra, vêm sendo usados ao longo dos anos para patrocinar várias causas obscuras, como a 'resistência maciça' à integração de negros e brancos na escola e a violência contra ativistas do meio ambiente", escreveram os líderes dos dois grupos.
"Quem é 'nós' na frase 'nós perdemos muito' e o que especificamente foi 'perdido' quando a Confederação foi derrotada e a escravidão, abolida em 1865", perguntaram.


