14/09/2001
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16h20
As principais autoridades militares do Paquistão se reuniram nesta sexta-feira em Rawalpindi, cidade nos arredores da capital Islamabad, para examinar a posição que o país assumirá diante do pedido de abertura do espaço aéreo do país para os Estados Unidos.
Segundo o diário paquistanês A Nação, a autorização ajudaria na perseguição de terroristas radicados no Afeganistão. "Já que a invasão não é possível por terra, os Estados Unidos querem ao menos utilizar o espaço aéreo do Paquistão para alcançar os suspeitos que vivem no Afeganistão", diz o jornal.
O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, disse ontem que foram iniciadas negociações com o Paquistão logo depois dos ataques terroristas em Nova York e Washingon.
Powell também afirmou que foi transmitida uma lista de exigências do governo norte-americano ao Paquistão, que é um dos únicos no mundo que reconhecem o domínio do Taleban no Afeganistão e também tem uma grande fronteira com o país.
No entanto Powell se recusou a dar mais detalhes sobre a "lista específica de ações que, esperamos, os paquistaneses tomem conosco".
Os EUA suspeitam que o terrorista Osama bin Laden, tido como principal suspeito pelos ataques, estaria refugiado no Afeganistão. O regime do Taleban já se dispôs a entregar o terrorista, mas só se os EUA apresentarem provas de seu envolvimento.
O Tadjiquistão, ex-república soviética que faz fronteira com o Afeganistão, não está muito disposto a autorizar o uso do seu espaço aéreo pela aviação norte-americana durante um eventual ataque ao Afeganistão, informou hoje, no Cazaquistão, o primeiro-ministro tadjique, Akil Akilov.
"O Tadjiquistão tomará uma decisão apoiando-se na opinião da comunidade mundial e após várias consultas, inclusive com dirigentes russos", disse ele. Cerca de 10 mil guardas fronteiriços russos estão posicionados na fronteira entre Tadjiquistão e Afeganistão, que tem mais de 1.200 Km.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
Governo do Paquistão examina abrir espaço aéreo para os EUA
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da Folha OnlineAs principais autoridades militares do Paquistão se reuniram nesta sexta-feira em Rawalpindi, cidade nos arredores da capital Islamabad, para examinar a posição que o país assumirá diante do pedido de abertura do espaço aéreo do país para os Estados Unidos.
Segundo o diário paquistanês A Nação, a autorização ajudaria na perseguição de terroristas radicados no Afeganistão. "Já que a invasão não é possível por terra, os Estados Unidos querem ao menos utilizar o espaço aéreo do Paquistão para alcançar os suspeitos que vivem no Afeganistão", diz o jornal.
O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, disse ontem que foram iniciadas negociações com o Paquistão logo depois dos ataques terroristas em Nova York e Washingon.
Powell também afirmou que foi transmitida uma lista de exigências do governo norte-americano ao Paquistão, que é um dos únicos no mundo que reconhecem o domínio do Taleban no Afeganistão e também tem uma grande fronteira com o país.
No entanto Powell se recusou a dar mais detalhes sobre a "lista específica de ações que, esperamos, os paquistaneses tomem conosco".
Os EUA suspeitam que o terrorista Osama bin Laden, tido como principal suspeito pelos ataques, estaria refugiado no Afeganistão. O regime do Taleban já se dispôs a entregar o terrorista, mas só se os EUA apresentarem provas de seu envolvimento.
O Tadjiquistão, ex-república soviética que faz fronteira com o Afeganistão, não está muito disposto a autorizar o uso do seu espaço aéreo pela aviação norte-americana durante um eventual ataque ao Afeganistão, informou hoje, no Cazaquistão, o primeiro-ministro tadjique, Akil Akilov.
"O Tadjiquistão tomará uma decisão apoiando-se na opinião da comunidade mundial e após várias consultas, inclusive com dirigentes russos", disse ele. Cerca de 10 mil guardas fronteiriços russos estão posicionados na fronteira entre Tadjiquistão e Afeganistão, que tem mais de 1.200 Km.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA


