Mundo
27/05/2007 - 20h17

Manifestantes e polícia se enfrentam em ato pró-RCTV na Venezuela

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da Efe, em Caracas

Manifestantes em apoio à emissora privada de televisão RCTV (Radio Caracas de Televisión) policiais se enfrentaram neste domingo diante da sede da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), em Caracas.

Os distúrbios, com lançamento de garrafas, pedras e outros objetos por parte dos manifestantes, começaram pouco depois das 18h (19h no horário de Brasília). Onze policiais ficaram feridos, quatro deles gravemente, segundo as autoridades.

Edwin Montilva/Reuters
Manifestantes protestam contra fechamento da RCTV em Caracas
Manifestantes protestam contra fechamento da RCTV em Caracas

Um grupo de pessoas que participavam da concentração contra a decisão do governo de não renovar a concessão da RCTV tentou forçar o cordão de segurança diante da sede da Conatel, no bairro de Mercedes, provocando a resposta das forças de segurança.

No meio da confusão foram escutados disparos. Em imagens de televisão, um policial foi socorrido, ainda no chão, por colegas.

As forças de segurança usaram jatos de água para dispersar os manifestantes e lançaram bombas de gás lacrimogêneo.

Outras pessoas que participavam da concentração pediam calma e que a manifestação continuasse de forma pacífica, como as marchas que foram organizadas até agora para protestar contra a saída do ar da RCTV, prevista para meia-noite deste domingo.

Infra-estrutura

Na sexta-feira (25), o Supremo Tribunal da Venezuela decidiu que a RCTV deve colocar à disposição da TVes, de forma temporária, sua infra-estrutura tecnológica.

A nova TV estatal assumirá o controle das antenas, teleportos, equipamentos auxiliares de televisão e energia, torres, estações de retransmissão e outros recursos que a RCTV adquiriu durante seus 53 anos de funcionamento.

A RCTV, emissora líder de audiência na Venezuela, sempre foi um canal aberto à oposição e alvo de críticas do governo Chávez, que a classifica como golpista.

O presidente venezuelano acusa a emissora de ter apoiado o golpe contra ele em 2002. Em abril daquele ano, um golpe frustrado o depôs por cerca de 48 horas.

Com France Presse

 

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