Mundo
28/05/2007 - 09h16

Premiê japonês lamenta suicídio de ministro da Agricultura

Publicidade

da Efe, em Tóquio
da Folha Online

O premiê do Japão, Shinzo Abe, declarou nesta segunda-feira que a morte de Toshikatsu Matsuoka, ministro da Agricultura achado enforcado hoje em sua residência, é "muito lamentável", e acrescentou que não pode deixar de se sentir "envergonhado".

Abe, que afimou não poder especular as possíveis razões do suicídio de Matsuoka, nomeou provisoriamente para o Ministério da Agricultura o atual titular da pasta do Meio Ambiente, Masatoshi Wakabayashi.

A imprensa japonesa afirma que Matsuoka se suicidou com uma corda parecida com uma correia para cachorros e que deixou um bilhete, embora os detalhes de suas últimas palavras escritas não tenham sido revelados.

Robert Gilhooly/Efe
Premiê japonês, Shinzo Abe, lamenta morte de ministro
Premiê japonês, Shinzo Abe, lamenta morte de ministro

Nascido em 1945, Matsuoka fazia parte do governo de Abe desde sua constituição, em setembro de 2006, posto que chegou após uma longa trajetória no Ministério da Agricultura.

O ministro compareceu na semana passada ao comitê orçamentário do Parlamento japonês por causa da polêmica gerada pela publicação do elevado orçamento de seu escritório e as denúncias por uma suposta malversação de fundos públicos.

Em seu discurso, o ministro da Agricultura assegurou que não revelaria os detalhes dos orçamentos de seu Ministério e que o tempo todo tinha agido "de acordo com a lei".

Segundo a agência de notícias Kyodo, Matsuoka pode estar ainda envolvido em doações a seu partido de entidades com interesses nos recursos florestais.

O primeiro-ministro e o governamental Partido Liberal Democrático (PLD) foram acusados repetidamente pela oposição de "proteger" Matsuoka neste escândalo.

Abe, que elogiou o trabalho de Matsuoka pelo Japão no terreno comercial, confirmou que o ministro morto foi "duramente pressionado" nos interrogatórios da oposição.

Segundo a Kyodo, a morte do ministro representa um novo golpe para o governo de Abe, que já viu, no final do ano passado, um alto funcionário renunciar por causa de outro escândalo.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca