Mundo
04/06/2007 - 04h24

Polícia espera pelo "pior" e teme espiral de violência em cúpula do G8

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Da Efe, em Berlim

O presidente do Sindicato de Polícia Alemão (GdP), Konrad Freiberg, teme que, após os graves distúrbios do sábado (2) em Rostock por ocasião da próxima cúpula do G8 ("Grupo dos 8", que reúne os sete países mais ricos e a Rússia), "o pior" esteja para chegar e que nos próximos dias aconteça uma espiral de violência.

"Espero pelo pior", afirmou Freiberg em entrevista ao jornal Bild. Além disso, disse que uma grande parte dos manifestantes violentos chegou do exterior para "agir com uma monstruosa brutalidade".

"Podemos ficar contentes que não tenham morrido policiais", assegura o presidente do GdP, que lembra que várias centenas de agentes ficaram feridas e mais de 30 sofreram diversas fraturas ao término da manifestação.

Enquanto isso, o principal responsável pelo posicionamento policial em torno do balneário de Heiligendamm, o oficial Knut Abramowski, comentou nesta segunda que a noite passada transcorreu com tranqüilidade e sem incidentes destacáveis.

Abramowski ressaltou, no entanto, que cerca de 2.000 ativistas considerados extremamente violentos estão abrigados nos diferentes acampamentos em torno da sede da cúpula do G8.

"Tratam-se, em sua maioria, dos mesmos delinqüentes dos distúrbios de 2 de junho em Rostock", comentou.

As organizações anti-globalização reunidas em Rostock planejam para hoje uma jornada de protestos sob o lema "Êxodo e Migração", para denunciar o fato de que diversas pessoas do Terceiro Mundo se vêem obrigadas a emigrar ilegalmente para escapar da pobreza e buscar um futuro melhor.

Os ativistas planejam chegar pacificamente à sede do escritório municipal de imigração de Rostock e devem realizar uma manifestação no bairro de Rostock-Lichterhagen, onde em 1992 neonazistas e extremistas de direita acossaram e atacaram durante vários dias refugiados vietnamitas.

 

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