Mundo
14/06/2007 - 21h28

Reino Unido lembra os 25 anos do fim da Guerra das Malvinas

Publicidade

da Efe, em Londres

O Reino Unido lembrou nesta quinta-feira o 25º aniversário do fim da Guerra das Malvinas (1982), conflito que colocou em lados opostos os britânicos e os argentinos pela disputa da soberania destas ilhas do Atlântico Sul.

No dia 14 de junho de 1982, as forças do Reino Unido entraram em Port Stanley, capital das Ilhas Malvinas [Falkland Islands, para os britânicos], e puseram fim à invasão do arquipélago por tropas argentinas, que haviam ocupado o território em 2 de abril.

O conflito, que durou 72 dias, terminou com a morte de 255 militares britânicos e mais de 650 soldados argentinos.

Hoje, 25 anos depois, a rainha da Inglaterra, Elizabeth 2ª, acompanhada de seu marido, o príncipe Philip, duque de Edimburgo, assistiu a um serviço religioso de ação de graças para lembrar a "libertação" do arquipélago, como os britânicos descrevem a intervenção militar.

O ato foi celebrado na Capela Comemorativa da Guerra das Malvinas, construída em Pangbourne, no condado de Berkshire, oeste de Londres, onde se reuniram veteranos britânicos do conflito e parentes de soldados que morreram na guerra.

Entre as 600 pessoas que participaram da cerimônia estavam o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, e a baronesa Margaret Thatcher, que era a chefe do governo conservador que ordenou o envio das forças aérea e naval para recuperar as ilhas.

Também estiveram presentes a mulher de Blair, Cherie, e os ministros da Defesa, Des Browne, e Relações Exteriores, Margaret Beckett, entre outras autoridades.

Aviões

Antes do serviço religioso, quatro caças de decolagem vertical do tipo "Harrier" sobrevoaram a capela, em uma bela exibição aérea que foi feita como saudação formal à rainha.

Já dentro do templo, que custou mais de US$ 4,5 milhões e foi inaugurado pela própria monarca em março de 2000, Sarah Jones, presidente da Associação de Famílias das Malvinas, leu uma passagem religiosa.

"A capela é um local importante para os parentes e amigos dos que perderam a vida no conflito. Oferece um lugar de peregrinação àqueles que não podem viajar às Malvinas", disse Sarah, cujo marido, tenente-coronel H Jones, morreu no conflito.

O veterano de guerra Mark Coreth, do batalhão Blues and Royals da Guarda Real, expressou sua "tristeza" ao lembrar a disputa, mas disse ter um "grande sentimento de orgulho".

Ao fim do serviço religioso, a rainha depositou em um marco comemorativo uma das 255 pedras --uma para cada soldado britânico morto na guerra-- retiradas de vários campos de batalha nas Malvinas.

Este tipo de tributo é uma antiga tradição escocesa para lembrar os que foram à guerra e não voltaram das trincheiras.

Mensagem

Nas Malvinas, o governador britânico, Alan Huckle, leu hoje no rádio uma mensagem especial da rainha dirigida aos moradores da ilha. O terceiro filho da monarca, o príncipe Edward, Conde de Wessex, está em Puerto Stanley para participar das comemorações.

Margaret Thatcher marcou presença em uma recepção do governo das Ilhas Malvinas no centro de Londres, onde este Executivo expressará sua gratidão às Forças Armadas do Reino Unido. Na quarta-feira, em mensagem dirigida às Forças Armadas, Thatcher já havia elogiado o profissionalismo e coragem das tropas britânicas que lutaram contra a Argentina.

"A Guerra das Malvinas foi uma luta nacional magnífica. O país sabia disso e sentia isso. Foi também curta, felizmente", disse a octogenária "Dama de Ferro", que, apesar de seu frágil estado de saúde, participou ativamente dos vários atos que lembram os 25 anos do conflito.

Ontem, o porta-aviões Ark Royal, embarcação símbolo da Marinha britânica, chegou a Londres, onde está nas águas do rio Tâmisa, como parte das celebrações oficiais do conflito.

O Reino Unido tem posicionada nas Malvinas, cuja soberania é reivindicada pela Argentina desde 1833, uma força de 2.000 soldados.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca