Egito acolhe 150 membros do Fatah que fugiam de violência em Gaza
da Efe, em Al Arish
O governo egípcio acolheu nesta sexta-feira cerca de 150 palestinos membros ou simpatizantes do Fatah que atravessaram o posto fronteiriço de Rafah, entre a faixa de Gaza e o Egito, fugindo dos combates com o Hamas.
Segundo fontes da segurança de Al Arish (Egito), os palestinos chegaram através do corredor de Mênfis, foram amparados pelos guardas da fronteira, e agora as autoridades egípcias estão tramitando sua residência.
Fontes da Polícia tinham dito anteriormente que outros 97 tinham chegado em um navio ao porto de Al Arish levando ainda suas armas. No entanto, fontes de segurança de Al Arish e portuárias desmentiram mais tarde esta última informação.
Por enquanto, os 150 foragidos se encontram em Rafah, onde se prevê que permaneçam à espera da solução do conflito entre o grupo islâmico do Hamas e os nacionalistas do Fatah.
A fonte assegurou que as autoridades egípcias estão atuando em coordenação com "as autoridades palestinas" --sem detalhar se se referem ao governo ou à Presidência-- e insistiu em que os foragidos não solicitaram "refúgio", mas unicamente "proteção".
Moradores da Rafah egípcia asseguraram que a situação na parte palestina é tranqüila e que desde ontem à noite já não se ouvem tiros nem explosões como nas jornadas anteriores.
Além disso, relataram que tinham desaparecido as bandeiras do Fatah que ainda ontem no meio da tarde ondulavam em vários terraços.
Também comentaram que a situação na parte egípcia era tranqüila, inclusive mais do que em outros dias, uma vez que ninguém trabalha às sextas-feiras no Egito.
As fontes de segurança de Al Arish, que falaram sob condição de anonimato, detalharam que a Polícia tinha aumentado as medidas de segurança na fronteira para evitar qualquer contratempo, e que está "à espera de eventos". Além disso, destacaram que o Exército egípcio não foi posto em estado de alerta.
A maior parte dos foragidos pertence às Brigadas dos Mártires de al Aqsa ou ao corpo de Segurança Preventiva (serviços de inteligência), e alguns deles são membros da "Força 17", encarregada da proteção pessoal do presidente Mahmoud Abbas.
A fuga em massa da faixa de Gaza acontece após o Hamas ter tomado o controle total do local, incluindo o complexo presidencial e as instalações da segurança, após cinco dias de violentos combates com seguidores do Fatah.
Na quarta-feira passada, 40 policiais deste grupo nacionalista se aproximaram do muro de fronteira junto a dezenas de palestinos pedindo proteção aos guardas egípcios.
Segundo asseguraram então fontes da segurança do Rafah egípcio, foi oferecida proteção enquanto permaneceram junto ao muro, mas em nenhum momento cruzaram a fronteira.
O Egito, da mesma forma que a Jordânia, está ideologicamente mais próximo ao Fatah de Mahmoud Abbas que do Hamas, já que ambos os países vêem com temor a ascensão de movimentos islâmicos irmãos do Hamas que podem minar as bases dos regimes do Cairo e de Amã.
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