Julgamento de ex-líder da Libéria é adiado por falta de defesa
da Efe, em Haia
Os juízes do Tribunal Especial para Serra Leoa adiaram nesta segunda-feira o julgamento do ex-presidente da Libéria Charles Taylor para 3 de julho, por falta de uma equipe de defesa.
A juíza que preside o caso, Julia Sebutinde, ordenou que, nesta data, o escritório de defesa de Charles Taylor atribua ao ex-chefe de Estado liberiano um advogado de ofício até que seja composta definitivamente a equipe que o defenderá.
A Promotoria pretendia chamar nesta segunda-feira suas primeiras testemunhas, mas não conseguiu devido ao não-comparecimento do acusado e às dificuldades denunciadas pelo escritório de Defesa em organizar uma equipe que o represente.
O representante do escritório de defesa de Taylor, Vicent Nmehielle, disse que não possui os recursos financeiros necessários para montar uma equipe, que, em sua opinião, "deve ter o mais alto nível".
Os juízes estabeleceram o prazo máximo de 21 de julho para que a equipe de defesa de Taylor seja constituída. O grupo precisa ser formado por um advogado principal, dois ajudantes e um investigador, disse a juíza.
Sebutinde ressaltou que a Câmara interpreta a ausência de Taylor hoje na sala do Tribunal como um "boicote" e lembrou que o ex-presidente liberiano tem a "obrigação" de comparecer.
Após a retomada do julgamento no dia 3 de julho, o processo será adiado novamente entre 12 de julho e 19 de agosto por causa das férias tanto do Tribunal Penal Internacional, em cujas instalações, em Haia, ocorre o julgamento, como do Tribunal Especial para Serra Leoa.
Taylor, primeiro líder africano julgado em um tribunal internacional, é acusado de onze crimes, entre eles assassinato, mutilações, escravidão, violência sexual e uso de crianças-soldado durante a guerra civil de Serra Leoa, que ocorreu de 1991 a 2002.
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