Mundo
07/07/2007 - 16h43

Primeiro-ministro francês pede união de partido para aprovar reformas

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da Efe, em Paris

O primeiro-ministro francês, François Fillon, pediu compromisso a seu partido, União para um Movimento Popular (UMP), pois precisa do apoio dos correligionários para enfrentar a oposição que se mobiliza frente às reformas prometidas pelo governo.

Fillon, que discursou no conselho nacional da UMP, defendeu também a abertura do presidente francês, Nicolas Sarkozy, para personalidades de esquerda, por considerar que a situação atual do país representa "a imagem de uma França que deu as costas à luta de classes, às idéias binárias, às soluções apresentadas".

Fillon referiu-se assim ao fato de Sarkozy ter nomeado em seu governo seis políticos de esquerda, em particular o socialista Bernard Kouchner, que assumiu o cargo de ministro de Assuntos Exteriores.

Após afirmar ironicamente que percebeu "que a esquerda não gosta da abertura", o primeiro-ministro disse que "isso quer dizer que nós temos todas as razões para apreciá-la".

O processo de abertura de Sarkozy à esquerda parece ainda não ter terminado. O presidente francês disse que pretende defender a nomeação do ex-ministro socialista de Finanças Dominique Strauss-Kahn como futuro diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional, para substituir o espanhol Rodrigo de Rato, que deixa o posto no segundo semestre.

O partido UMP adotou um novo organograma que terá caráter interino até 2012, partindo do fato de que "o verdadeiro presidente" é Sarkozy, que deixou seus cargos de responsabilidade no partido após assumir o cargo de chefe de Estado.

A renúncia na sexta-feira (6) à noite do chefe do gabinete da ministra da Justiça, Rachida Dati, Michel Dobkine, gerou comentários sobre os conflitos na condução que o departamento dará a algumas das reformas prometidas pelo presidente francês.

Dobkine quis acabar com os rumores e em comunicado, que afirma que as razões para deixar o cargo são "estritamente pessoais, ligadas a um fato privado".

O ex-chefe de gabinete, disse que "gostou de trabalhar com Rachida Dati, compartilhando com ela seu dinamismo e seu espírito de inovação, qualidades indispensáveis para o sucesso de sua missão".

 

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