Mundo
14/07/2007 - 10h23

França comemora Dia da Bastilha sob o governo de Sarkozy

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da France Presse, em Paris

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, comandou neste sábado em Paris pela primeira vez a Festa Nacional de 14 de Julho --Dia da Bastilha--, marcada pela presença de militares dos 27 países-membros da União Européia (UE) no tradicional desfile pelas Champs Elysées.

A festa celebra a tomada popular da prisão da Bastilha, marco da Revolução Francesa, que livrou o país da monarquia. Escoltado pela Guarda Republicana, Sarkozy cumprimentou sorridente a multidão de um veículo militar descoberto, na famosa avenida da capital francesa.

Benoit Tessier/Reuters
Aviões deixam rastro de fumaça nas cores da bandeira francesa no Dia da Bastilha
Aviões deixam rastro de fumaça nas cores da bandeira francesa no Dia da Bastilha

Rompendo protocolo, o presidente francês desceu do carro para apertar a mão do público. "Está sol, os sócios europeus estão aqui. Tem muita gente!", disse ele à imprensa.

Depois de acompanhar as manobras dos aviões Alphajet e seus rastros de fumaça com as cores da bandeira francesa, Sarkozy encabeçou o tradicional desfile, que este ano trouxe como novidade a participação de 900 militares dos 27 Estados-membros da UE.

O presidente francês antecipou esta iniciativa assim que foi eleito, dizendo que a presença de soldados europeus na festa seria "um belo símbolo" da união da Europa.

Vários dirigentes europeus foram convidados para o 14 de Julho, como o primeiro-ministro português, José Sócrates, o presidente da Comissão européia, José Manuel Durão Barroso, e o chefe da diplomacia européia, Javier Solana.

No momento da Festa Nacional, que rememora a queda da Bastilha em 14 de julho de 1789, as pesquisas mostram que a maioria dos franceses (64%) aprova a gestão de Nicolas Sarkozy na presidência.

Outra particularidade deste 14 de Julho foi a decisão de anular o indulto coletivo outorgado tradicionalmente pelo presidente da República, que ano passado garantiu a libertação de cerca de 3.500 presos.

Em anos anteriores, o indulto coletivo foi apresentado como uma maneira de descongestionar as prisões francesas, cujo número de presos supera a capacidade em mais de 10 mil, segundo a administração penitenciária.

Finalmente, Sarkozy decidiu inovar nos atos previstos para a noite, com a organização de uma "grande festa popular", aos pés da Torre Eiffel, que incluirá vários shows antes dos tradicionais fogos de artifício.

Devido à ameaça terrorista na Europa, cerca de 5.000 policiais foram mobilizados para as cerimônias de 14 de julho e receberam recomendações de aplicar uma "extrema vigilância".

 

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