Mundo
16/07/2007 - 14h52

Moscou promete responder a Reino Unido após expulsão de diplomatas

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da Folha Online

O governo da Rússia reagiu nesta segunda-feira contra a decisão do Reino Unido de expulsar quatro diplomatas russos do país, numa disputa em torno do caso do ex-espião russo Alexander Litvinenko, morto por envenenamento em Londres em 2006. O chanceler britânico, David Miliband, anunciou hoje a expulsão dos diplomatas da embaixada russa em Londres. Moscou advertiu que a medida poderia prejudicar seriamente as relações entre os países.

10.mai.2002/AP
O ex-espião russo Alexander Litvinenko, morto em Londres
O ex-espião russo Alexander Litvinenko, morto em Londres

"Eles devem entender bem em Londres que as medidas provocativas tomadas pelas autoridades britânicas não ficarão sem resposta e não deixarão de produzir as mais sérias conseqüências para as relações entre Rússia e Reino Unido", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Mikhail Kamynin.

Além das expulsões --as primeiras desde 1996--, o Reino Unido afirmou que dificultaria a entrada de autoridades russas no país e que iria rever a cooperação com o Kremlin em outros assuntos. Também alertou que o caso poderia prejudicar as relações da Rússia com a União Européia (UE) como um todo.

O chanceler britânico afirmou que a decisão pretende "enviar um sinal claro" ao governo russo sobre "a seriedade do caso", e acrescentou estar muito satisfeito com o forte apoio da UE.

Ex-espião do Serviço Federal de Segurança (antigo KGB) e naturalizado britânico, Litvinenko morreu em 23 de novembro de 2006 no hospital University College de Londres, envenenado com polônio-210 --substância altamente radioativa. O ex-agente havia ficado doente em 1º de novembro, dia em que se reuniu com Lugovoi e outro russo, Dmitry Kovtun, no Hotel Millennium, na capital britânica.

24.nov.2006/AP
O ex-agente da KGB Andrei Lugovoi, acusado do crime
O ex-agente da KGB Andrei Lugovoi, acusado do crime

Em carta divulgada após sua morte, Litvinenko acusou o Kremlin de estar por trás de seu assassinato, pois ele havia envolvido os serviços secretos russos em uma série de explosões causadas em um edifício de Moscou em 1999 para ajudar Vladimir Putin chegar à Presidência.

Em declarações à TV pública nesta segunda-feira, o porta-voz da chancelaria russa classificou a decisão britânica de "imoral" e "manobra para politizar o caso Litvinenko". Mikhail Kamynin afirmou que o governo britânico estava tentando justificar sua própria recusa de extraditar dois importantes adversários do Kremlin asilados no Reino Unido, o bilionário Boris Berezovsky e o líder separatista tchetcheno Akhmed Zakayev.

"A impressão que dá é que com tais ações, eles estão tentando justificar, aos olhos do público no mundo, sua negativa de trabalhar com os órgãos legais russos na questão da extradição para a Rússia de Berezovsky e Zakayev", disse Kamynin.

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Com Associated Press e Efe

 

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