Americano treinado pela Al Qaeda é condenado a 10 anos de prisão
da Efe, em Washington
Um americano de origem hispânica foi condenado nesta sexta-feira (20), em Houston (Texas), à pena máxima de 10 anos de prisão por ter recebido treinamento da Al Qaeda na Somália, no ano passado.
Daniel Maldonado, um muçulmano de 28 anos também conhecido como Daniel Aljughaifi e Abu Mohammed, também deverá pagar uma multa de US$ 1 mil, disseram fontes judiciais.
Durante o julgamento, Maldonado admitiu ter viajado para um campo de treinamento terrorista em dezembro do ano passado. Ele recebeu instruções sobre o uso de armas de fogo e explosivos.
O campo pertencia à União das Cortes Islâmicas, que tentava derrubar o Governo somali e instalar um Estado islâmico. As fontes informaram havia membros da Al Qaeda no local.
Maldonado foi capturado por militares do Quênia quando tentava fugir da Somália em janeiro e foi levado aos Estados Unidos um mês depois.
"Estamos travando uma guerra contra o terrorismo. É necessário enviar a mensagem de que qualquer um que se envolva com os terroristas terá que pagar um preço", disse o promotor federal Gary Cobe.
Brent Newton, advogado de Maldonado, disse que seu cliente só tinha ido à Somália e ao Oriente Médio para praticar sua fé islâmica e não para se unir a grupos terroristas.
"Ele nunca teve a intenção de atacar cidadãos americanos", disse Newton.
Maldonado, nascido em New Hampshire, viajou ao Egito em 2005 com a sua mulher e seus três filhos.
Sua mulher morreu de malária na África. Os filhos estão sob o cuidado dos pais de Maldonado, em New Hampshire, disseram as fontes.


