Assédio sexual é comum no metrô de Nova York, afirma estudo
da Folha Online
Um relatório divulgado nesta quinta-feira registra que 63% dos nova-iorquinos afirmam já terem sido assediados sexualmente no metrô de Nova York e, dessas pessoas, 96% disseram não ter registrado o incidente --indicando que tal comportamento é amplamente aceito. O relatório foi divulgado pelo chefe do distrito de Manhattan, Scott Stringer.
"Durante muito tempo, existiu em Nova York a crença de que o que acontece no subsolo fica no subsolo, e isso precisa ser mudado", disse Stringer à imprensa reunida na estação de metrô Union Square. "O assédio e ataque de mulheres no sistema de metrô tem acontecido por décadas", afirmou Stringer.
De acordo com a pesquisa, 10% dos entrevistados relataram ter sido vítimas diretas de agressão sexual, enquanto 69% se sentiram sob ameaça de assédio ou ataque. Ainda assim, 96% não denunciaram o fato à polícia ou às autoridades de transporte.
A pesquisa foi organizada com respostas de 1.790 usuários do metrô nas cinco regiões de Nova York. Segundo Stringer, os resultados não têm rigor científico, mas o estudo fornece "um instantâneo inestimável de um problema que persiste, mas é difícil de ser quantificado".
O Departamento de Polícia de Nova York afirmou que o crime no sistema de transporte atinge recordes de baixa, e que a polícia prendeu 119 pessoas neste ano por abuso sexual ou atos lascivos no metrô.
O estudo definiu assédio como avanços sexuais indesejáveis, pedidos de favores sexuais, mostrar partes do corpo, tocar ou apalpar, e masturbação em público. Segundo o estudo, a grande maioria das vítimas são mulheres.
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Com Associated Press e France Presse
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