Guerrilheiros do Taleban encerram diálogo para libertação de reféns
da Folha Online
Os talebans afirmaram que não há mais necessidade de diálogo sobre a libertação dos 22 reféns sul-coreanos mantidos pelos guerrilheiros no Afeganistão. "Entregamos nossas lista de presos e esperamos uma resposta positiva", disse o porta-voz taleban Qari Yousef Ahmadi. A milícia pede a libertação de talebans presos no país.
| Ahn Young-joon/AP |
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| Protesto na Coréia do Sul pelo retorno de reféns, após morte de pastor por talebans |
Um chefe policial afegão descartou o uso da força para libertar o restante do grupo por razões de segurança. O vice-ministro do Interior, Munir Mangal, comentou no entanto que esse poderia ser um último recurso caso uma solução pacífica não fosse encontrada.
Ahmadi advertiu as autoridades ontem que essa estratégia apenas serviria para causar a morte de todos. "Temos forças suficientes para defender nossa posição, mas se tentarem um ataque, não poderão levar os reféns vivos", declarou.
Um antigo comandante do Taleban, Abdul Salaam Rocketi, atualmente membro do parlamento, tem participado das negociações, segundo a porta-voz do governo da província de Ghazni.
O diálogo entre líderes afegãos e os guerrilheiros bem como as discussões das negociações têm sido mantidos em sigilo. Mangal declarou apenas que, por enquanto, não há progressos no diálogo, sem revelar mais detalhes.
Negociações
Vários líderes envolveram-se nas negociações, incluindo um antigo comandante do Taleban, Abdul Salaam Rocketi, atualmente membro do parlamento. Muitos são de Qarabagh, perto de onde os sul-coreanos foram seqüestrados no dia 19 de julho, quando faziam o trajeto rodoviário de Cabul para Candahar.
"Nós estamos otimistas porque mais e mais líderes locais estão aderindo", disse o chefe de polícia de Qarabagh, Khwaja Mohammad.
Originalmente 23 pessoas foram seqüestradas pelo grupo, mas o pastor Bae Hyung-kyu, 42, foi morto. No grupo, há 18 mulheres.
A família do missionário executado pelos talebans pediu que o corpo seja repatriado apenas quando os outros 22 reféns forem libertados.
Com Efe e Associated Press
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