Papa pede libertação de sul-coreanos e desarmamento nuclear
da Efe, em Roma
O Papa Bento 16 pediu hoje a libertação dos sul-coreanos seqüestrados no Afeganistão há dez dias pelos talebans.
| Jorge Araujo/Folha Imagem |
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| Para Papa, ações dos talebans são "violações da dignidade humana" |
Para o Bispo de Roma, as ações do grupo são "graves violações da dignidade humana, que contrastam com qualquer norma elementar de civilização e de direito, e ofendem gravemente a lei divina".
Bento 16 lançou um apelo para que "os autores dos atos criminosos desistam do mal realizado e devolvam imunes a suas vítimas". Ele criticou, ainda, "a prática de instrumentalizar pessoas inocentes" para fazer reivindicações.
O Pontífice fez o apelo de sua residência em Castelgandolfo, em seu primeiro Ângelus depois das férias que passou na cidade italiana de Lorenzago di Cadore, no norte.
O Papa disse também que é "urgente" promover um "progressivo e estipulado desarmamento nuclear', assim como favorecer o 'uso pacífico e seguro desta tecnologia para um autêntico desenvolvimento".
O tema foi lembrado devido ao 50º aniversário da entrada em vigor do estatuto da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O Pontífice disse que as mudanças produzidas nos últimos 50 anos mostram a necessidade de conter a proliferação de armas nucleares e afirmou que apóia aqueles que "trabalham para perseguir com determinação" a solução do problema nuclear.
Ele reiterou que a corrida armamentista deve ser substituída por um "esforço comum para mobilizar os recursos em direção ao desenvolvimento moral, cultural e econômico, redefinindo as prioridades e a escala de valores".
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