Enviado sul-coreano e Taleban podem se reunir no Afeganistão
da Folha Online
Um enviado da Coréia do Sul ao Afeganistão negocia um encontro direto com membros do movimento radical islâmico Taleban, que mantém 21 sul-coreanos reféns há duas semanas no país, informaram nesta quinta-feira oficiais afegãos. Os radicais seqüestraram 23 religiosos sul-coreanos no dia 19 de julho na Província de Ghazni, e exigem a libertação de talebans presos e a retirada de tropas da Coréia do Sul do Afeganistão em troca da libertação dos reféns.
| 02.ago.2007/Reuters |
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| Familiares de reféns sul-coreanos do Taleban choram em ato em Seul |
Dois reféns já foram assassinatos a tiros quando prazos dados pelo Taleban para o cumprimento das exigências expiraram: Shim Sung-min, 29, foi morto na última segunda-feira (30), e o pastor Bae Hyung-kyu, 42, na semana passada (25). Mesmo assim, o governo afegão continua rejeitando a soltura de talebans, afirmando que isso estimularia novos seqüestros.
Segundo a agência Associated Press, o Taleban concordou em se reunir com o enviado da Coréia do Sul no Afeganistão, mas o local do encontro não foi definido. A informação foi confirmada à agência por Waheedullah Mujadidi, chefe de uma delegação afegã que negocia a libertação dos reféns com os radicais.
Qari Yousef Ahamdi, que diz ser porta-voz do Taleban, afirmou hoje que os sul-coreanos não solicitaram negociações diretas com o grupo, mas que os radicais estariam dispostos a encontrá-los no território controlado pelo grupo. Ahamdi afirmou que "o Taleban que negociar diretamente com os coreanos, porque o governo em Cabul não é sincero com relação à soltura de prisioneiros talebans".
"Este problema pertence apenas ao governo coreano e ao povo coreano, e é por isso que o Emirado Islâmico Taleban disse ao governo de Seul para forçar Cabul e o governo dos Estados Unidos a libertarem os prisioneiros talebans", completou o porta-voz.
A Embaixada da Coréia do Sul em Cabul não confirmou um encontro entre o Taleban e o enviado do país ao Afeganistão.
Reféns
Depois da expiração de ao menos dois prazos do Taleban nesta quarta-feira, Ahmadi afirmou que o grupo ainda mantém vivos os 21 reféns restantes, mas que duas mulheres estão muito doentes e poderiam morrer. Há entre 16 e 18 mulheres no grupo, segundo relatos discordantes que ainda não puderam ser esclarecidos.
| 37.jul.2007/AP |
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| O corpo de Shim Sung-min, 29, foi encontrado ontem por policiais afegãos |
O médico Mohammad Hashim Wahaaj, diretor de uma clínica privada em Cabul, afirmou que seis funcionários de saúde afegãos iriam para a Província de Ghazni para tentar oferecer ajuda às mulheres doentes. "Não acho que o Taleban iria nos machucar, pois somos médicos. Pode haver algum taleban precisando de ajuda também."
O Taleban informou ontem que seu líder, Mulá Omar, designou três membros do alto conselho do grupo para supervisionar a situação dos reféns. Os três líderes poderão ordenar a morte dos sul-coreanos a qualquer momento. O grupo não fixou um novo prazo para o cumprimento das exigências.
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Com Associated Press e Reuters
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