Laboratório suspeito por febre aftosa no Reino Unido nega erro
da Efe
O laboratório de pesquisa de doenças animais vinculado ao foco de febre aftosa detectado esta semana em uma fazenda inglesa informou neste domingo que não foram encontradas falhas nos procedimentos de biossegurança do centro.
Em declaração à imprensa, o diretor do Instituto de Saúde Animal (IAH, na sigla em inglês), Martin Shirley, afirmou que o centro opera "sob rígidos procedimentos de biossegurança autorizados pelo Ministério de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra)".
O IAH, um centro de pesquisa financiado pelo governo britânico e que também trabalha para a União Européia (UE), compartilha as instalações do laboratório de Pirbright com a farmacêutica Merial Animal Health.
Os especialistas da Defra descobriram que o vírus causador de aftosa encontrado no gado bovino da fazenda de Surrey (sul) é idêntico ao usado no centro, localizado a cerca de cinco quilômetros do foco da doença, na fabricação de vacinas e com fins diagnósticos.
Inspeção
O IAH inspecionou os protocolos de biossegurança e de funcionamento de equipamentos, mas não encontrou falhas, disse Shirley.
O centro também revisou seus arquivos para conhecer o uso da cepa 01 BFS67, isolada no surto sofrido pelo Reino Unido em 1967, e comprovou a "limitada" utilização da mesma nas últimas quatro semanas.
Segundo o porta-voz dos conservadores na área de meio ambiente, a declaração aumenta as suspeitas de envolvimento da farmacêutica, que utilizou o tipo de vírus em um lote de vacinas fabricado em julho.
No entanto, a companhia --propriedade das gigantes Merck e Sanofi-Aventis e que aceitou voluntariamente interromper sua produção de vacinas como medida de precaução-- disse que opera sob os maiores níveis de segurança e qualidade.
"A Merial cooperará inteiramente com o governo britânico para determinar a origem da doença e apoiará totalmente os especialistas da DEFRA em uma solução rápida e satisfatória para este surto", disse o diretor da farmacêutica no Reino Unido, David Biland, à agência local PA.
Alerta
O ministro do Ambiente britânico, Hilary Benn, classificou hoje como "pista promissora" o fato de a cepa encontrada no gado da fazendo ser do mesmo tipo do utilizado no laboratório.
No entanto, afirmou que ainda não há conclusões sobre a origem do foco e, por isso, pediu que todos fiquem em alerta.
O primeiro-ministro Gordon Brown presidirá hoje a quarta reunião de emergência desde a detecção do novo foco da doença.
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