Britânicos e argentinos discutiram Malvinas 6 anos antes da guerra
da Efe, em Londres
O Reino Unido e a Argentina mantiveram conversas secretas sobre as ilhas Malvinas seis anos antes da guerra travada em 1982 pelos dois países pela soberania do arquipélago, segundo documentos divulgados neste domingo.
O Reino Unido considerou em 1976 a possibilidade de permitir à Argentina construir uma base nas Malvinas, segundo um memorando do então ministro de Assuntos Exteriores, Anthony Crossland, disponível agora nos Arquivos Nacionais do Reino Unido, com sede em Kew, a sudoeste de Londres.
Os documentos demonstram que o governo de Londres sabia que poderia receber críticas se as conversas fossem divulgadas, informou hoje a BBC. "Seríamos criticados por negociar sem o conhecimento dos ilhéus", afirma o memorando de Crossland.
O conflito entre os dois países começou em 2 de abril de 1982, quando o regime militar argentino ordenou o desembarque militar nas ilhas Malvinas disposto a uma ação "sangrenta" --uma operação de surpresa e de poucos dias de duração que obrigaria Londres a negociar sua soberania, sob domínio britânico desde 1833.
Mas a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, ordenou o envio de uma força aeronaval ao Atlântico Sul com o objetivo de recuperar as ilhas.
Após a diplomacia fracassar ao tentar buscar uma solução para o conflito, explodiu uma guerra que se prolongou com batalhas no mar, ar e terra até 14 de junho de 1982.
Nos mais de dois meses de combates, 655 argentinos, 255 britânicos e três ilhéus morreram.
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