Ingressos para "Concerto para Diana" se esgotaram em 20 minutos
da Folha Online
Em 31 de agosto completam-se dez anos da morte da princesa Diana, em um acidente de carro na ponte D' Alma, em Paris. Veja alguns dos fatos curiosos de sua trajetória:
Bandas favoritas
Diana era fã da banda pop oitentista britânica Duran Duran e do grupo Supertramp, ícone dos anos 70. O cantor britânico Elton John, amigo pessoal da princesa, dedicou a ela uma versão especial da canção "Candle in the Wind" durante seu funeral.
| Luke MacGregor /Reuters |
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| Multidão lota estádio durante concerto celebrado no aniversário de Diana |
Show concorrido
Os ingressos para o "Concerto para Diana", show organizado pelos príncipes William e Harry para lembrar o 10º aniversário da morte de sua mãe, se esgotaram após 20 minutos do início das vendas por telefone e pela internet, na manhã de 13 de dezembro de 2006. As entradas para o show custavam 45 libras (cerca de R$ 117). A renda do show, celebrado no novo estádio de Wembley --com capacidade para 90 mil espectadores-- foi doada para instituições de caridade apoiadas por Diana.
Últimas fotos
O fotógrafo peruano de moda Mario Testino tirou as fotos tidas com as últimas imagens oficiais da princesa antes de sua morte. As imagens eram para a edição de julho de 1997 da revista "Vanity Fair". Desde o anúncio de seu noivado com o príncipe Charles, a vida de Diana foi acompanhada de perto pela mídia. Nos meses anteriores a seu casamento, vários fotógrafos e jornalistas ficaram em frente a seu apartamento em Londres e, toda manhã, Diana tinha que abrir caminho entre os repórteres para ir trabalhar.
Maior retrato
Um retrato de Lady Di, considerado o maior do mundo dedicado à princesa, foi exposto ao público pela primeira vez em abril deste ano, em um festival de arte realizado em Londres. A obra, do artista tailandês Rush Ounvises, é intitulada "Diana 36 vezes", e mede 3,6 metros de comprimento por 1,2 metro de largura.
| Denis Paquin/AP |
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| "Diana tinha beleza, bondade e elegância", disse Mario Testino |
Patrimônio pessoal
Um jornal britânico informou em junho deste ano que Diana deixou um patrimônio líquido de 19 milhões de euros (cerca de R$ 49 milhões) como herança para seus dois filhos, William, 25, e Harry, 22. O patrimônio de Lady Di consistia em ações, jóias, efetivo do acordo de divórcio do príncipe Charles, estimado em 25 milhões de euros (cerca de R$ 65 milhões), além de roupas e outros pertences que tinha em sua casa do palácio de Kensington, em Londres. Em seu testamento original, assinado em 1993, quatro anos antes de morrer, a princesa Diana estipulou que os filhos teriam direito a compartilhar seu capital ao completarem 25 anos.
Dupla de advogados
O ex-Beatle Paul McCartney e sua ex-mulher, Heather Mills, contrataram os mesmos advogados que representaram o príncipe Charles e a princesa Diana em seu divórcio. O cantor contratou a advogada de Charles, Fiona Shackleton, para o representar em seu caso, no qual acusa Heather de possuir um "comportamento irracional". Por sua vez, Heather Mills confirmou que será defendida pelo advogado Anthony Julius, que representou Lady Di naquela ocasião.
Meia-irmã da ex de Hugh Grant?
No dia 12 de junho deste ano, o tablóide britânico "Daily Star" fez um artigo sobre a biografia da princesa Diana escrita pela jornalista norte-americana Tina Brown. O livro afirma que, nos anos 50, o bilionário James Goldsmith, pai de Jemima Goldsmith --ex-namorada do ator Hugh Grant-- teve um romance com Frances Ruth Shand Kydd, mãe de Diana e casada com John Spencer. Da relação extraconjugal teria nascido a futura princesa de Gales.
Enterro no quintal
A princesa Diana teria enterrado nos jardins do palácio de Kensington, em pleno centro de Londres, o bebê da aristocrata inglesa Rosa Monckton, uma de suas melhores amigas, segundo o ex-mordomo Paul Burrell, publicou o tablóide inglês "The Sun". Diana teria auxiliado Burrell e outro mordomo, Harold Brown, a cavarem uma fossa de cinco pés de profundidade nos jardins de Kensington, após ambos se machucarem com as pás.
Vestido de US$ 90 mil
Um vestido de festa de Diana foi levado a leilão, em maio de 2006, no site de compra e venda eBay por um preço inicial de US$ 90 mil (cerca de R$ 170 mil). Segundo o jornal inglês "Daily Mirror", o vestido feito pela estilista Catherine Walker havia sido arrematado em 1997, na casa de leilão Christie's, em Nova York. Dois meses antes da morte da princesa, a artista de animação Pamela Henn adquiriu a peça por US$ 50 mil (cerca de R$ 112 mil). Diana vestiu a peça pela primeira vez durante uma visita oficial ao Paquistão, em 1991. Mais tarde, ela o usou em uma festa do Royal Variety de Londres, em sua última aparição pública junto ao príncipe Charles.
| Lefteris Pitarakis/AP |
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| Mostra de vestidos de Diana; réplica foi vendida por US$ 180 mil |
Réplica de vestido de US$ 180 mil
Uma réplica do vestido de noiva usado por Diana em seu casamento com o príncipe Charles, em 1981, foi vendida por US$ 180 mil (cerca de R$ 338 mil) durante um leilão em Londres. O vestido de seda, com uma cauda de 40 metros, foi desenhado pelos estilistas britânicos David e Elizabeth Emmanuel para o casamento real entre Diana Spencer e o príncipe Charles da Inglaterra. A réplica do vestido cor de mármore foi feita pelos mesmos estilistas após encomenda do museu de cera londrino "Madame Tussaud".
Barbra Streisand, rival
A cantora e atriz norte-americana Barbra Streisand teve um romance com o príncipe Charles e com o último amante da princesa Diana, o multimilionário egípcio Dodi Al Fayed, segundo a biografia "Barbara: The Way She Is", escrita por Christopher Anderson e publicada em março de 2006 na Inglaterra. No livro, o empresário inglês Harold Brooks-Baker conta que a explicação oficial sobre o encontro entre Streisand e Charles "foi que o príncipe Charles e Barbra Streisand desfrutaram de um chá privado". O livro também conta com declarações da amiga da princesa Diana, Lady Elsa Bowker, que admitiu que Lady Di "sabia que Charles estava deslumbrado com Barbra". Além disso, de acordo com a biografia, Barbra Streisand teve um romance com Dodi, 15 anos mais novo do que ela, cerca de dez anos antes da morte dele. Al Fayed conheceu a atriz em Hollywood, em 1984.
Boneca triste
Uma rara boneca "triste" da princesa Diana começou a ser vendida nos Estados Unidos em fevereiro de 2006, e foi um sucesso de venda. A boneca mede cerca de 30 centímetros, veste saia e jaqueta brancas, tem penteado "de festa" e é vendida com o nome Princesa de Wales. O brinquedo também diz 25 frases emblemáticas da princesa, segundo informou a companhia que a produz, Time Capsule Toys. Entre elas, "estou aqui sentada e triste" e "gostaria de ser a rainha dos corações das pessoas".
Indústria do luto
Embora não haja números oficiais que permitam calcular os valores da indústria gerada por Diana, sabe-se, por exemplo, que a canção "Candle in The Wind", escrita por Elton John para os funerais da princesa, em setembro de 1997, vendeu 31,8 milhões de discos e tornando-se o tema mais vendido da história até agosto de 2005. Em novembro de 2002, o jornal "Daily Mirror" pagou 300 mil libras a Paul Burrell, ex-mordomo de Diana, por seu depoimento exclusivo.
Uma noite com John F. Kennedy Jr.
Diana viveu uma noite de amor com John F. Kennedy Jr., filho do ex-presidente americano John F. Kennedy (1960-1963), morto em um acidente de avião em frente à costa de Martha's Vineyard (leste dos EUA), em 1999. É o que afirma o livro escrito por Simone Simmons, ex-terapeuta de Diana, cujos trechos foram publicados no jornal britânico "The Sun". Segundo Simmons, os dois se conheceram em Nova York, em 1995, quando ele tentava conseguir uma entrevista da princesa para sua revista "George". Ela recusou a entrevista, mas aceitou recebê-lo na suíte que ocupava em um hotel de Manhattan, com vista para o Central Park, conta Simmons.
| 08.mai.2005/AP |
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| Diana submeteu o príncipe Harry a um exame de DNA |
Diana teria ficado "estupefata" diante do encanto do filho de John e Jackie Kennedy. "Nós começamos a conversar, uma coisa leva a outra, e terminamos na cama juntos. Era pura química", teria contado Diana a Simmons. Segundo a biógrafa, Diana chegou a pensar na idéia de chegar a ser "primeira-dama dos Estados Unidos", caso ele se lançasse na política. De volta a Londres, conta Simmons, Lady Di encomendou um mapa astral de John e concluiu que eles não eram compatíveis o suficiente para continuar uma relação. Os dois mantiveram o contato por mais um tempo e, no ano seguinte, em 1996, Kennedy se casou com Carolyn Bessette.
DNA de Harry
A princesa Diana, pressionada pela família real britânica, submeteu seu filho Harry a um exame de DNA para provar que a criança não era fruto de sua relação com o major James Hewitt, seu amante, publicou em junho de 2005 o jornal britânico "The Sun". Diana admitiu publicamente sua relação com Hewitt em 1995, durante uma entrevista na TV, quando descartou a possibilidade de Harry ser filho do major, disse Simone Simmons, "uma amiga e confidente de Diana". Mesmo assim, a princesa sofreu forte pressão para realizar o teste de DNA em Harry e o mesmo exame também foi aplicado a William, disse o jornal.
Vídeo revelador
A televisão americana exibiu, no final de 2004, duas horas de entrevistas inéditas e íntimas de Diana, gravadas em 1992 e 1993 por Peter Settelen, um de seus professores, que as vendeu após uma batalha legal com a família dela. Lady Di conta como se apaixonou por um membro do pessoal do Palácio, que muito provavelmente seria o policial real Barry Mannakke, morto em um acidente de moto em 1987. "Descobriram tudo e foi expulso. Depois o mataram", afirmou a princesa. "Foi o maior choque da minha vida. Acho que ele foi eliminado", completou. Diana também fala francamente sobre seu casamento com Charles, herdeiro da Coroa britânica, revelando que o viu apenas 13 vezes antes de se casarem e que sua vida sexual era limitada. "Ele nunca me procurava", admitiu. "Mais ou menos uma vez a cada três semanas e eu ficava achando que seguia um padrão", comentou, em uma das conversas.
Diana também revela como, ao saber que Charles continuava se encontrando com sua amante Camilla Parker Bowles, foi falar com a rainha Elizabeth 2ª em 1986. "Fui procurar a rainha, soluçando. E eu disse: 'o que eu faço? Estou vindo até você. O que eu faço?'. E ela me falou: 'Não sei o que você deve fazer. Charles está desesperado'. E isso foi tudo. Essa foi a ajuda!", desabafou.
Bulimia
| Jacques Demarthon/AFP |
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| Diana lutou contra a bulimia e chegou a tentar cometer suicídio |
A luta de Diana contra a bulimia veio a público em 1986, quando ela desmaiou durante uma viagem com o príncipe Charles ao Canadá. Publicamente, fontes oficiais atribuíram o desmaio à fadiga, mas, em particular, ela disse que Charles estava aborrecido com ela. "Meu marido me repreendeu", afirmou. "Ele disse que eu poderia ter desmaiado secretamente em outro lugar, atrás de uma porta. Isso tudo foi muito constrangedor [...]. E, no fundo, eu sabia que havia algo errado comigo, mas era muito imatura para falar a respeito", disse.
Ao comentar uma tentativa de suicídio, em 1982, Diana descreveu um Charles frio e distante. Grávida de três meses e sentindo-se péssima com a crise no casamento, Diana disse ter tentado conversar com Charles e ameaçado se suicidar. "Então me joguei pelas escadas, consciente que estava carregando uma criança. A rainha apareceu, absolutamente horrorizada, tremendo de tão nervosa. Eu sabia que não ia perder o bebê, apesar do machucado em volta do estômago, e Charles saiu para cavalgar. Depois, quando ele voltou, você sabe [...] foi um descaso, um descaso total."
Paixão por médico paquistanês
Quando morreu, a princesa Diana era "desesperadamente" apaixonada pelo cirurgião cardiovascular paquistanês Hasnat Jan e não por Dodi al Fayed, declarou em outubro de 2003 Paul Burrell, ex-mordomo de diana, ao canal ABC. "Era Hasnat", disse Burrell. "Ela queria desesperadamente", respondeu o entrevistado ao ser questionado sobre se princesa queria se casar com Jan.
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