Conselho da ONU aprova expansão do papel da organização no Iraque
da Folha Online
O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade nesta sexta-feira uma resolução que determina a expansão do papel da instituição no Iraque. O papel da ONU estará concentrado em reconciliar os grupos rivais no país, lidar com a crise humanitária e angariar apoio de países vizinhos do Iraque.
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Com a aprovação do Conselho, o mandato da Missão de Assistência para o Iraque (Unami), que terminaria nesta sexta-feira, ganha mais um ano.
A resolução autoriza a ONU, a pedido do governo iraquiano, a ajudar a promover negociações políticas entre os diversos grupos étnicos e religiosos do país. Os diálogos regionais vão envolver temas como segurança, energia e refugiados.
Os Estados Unidos e o Reino Unido, apoiadores da resolução, disseram que a ONU deveria assumir um papel mais determinante para trazer paz ao Iraque. O argumento dos dois países é de que a organização é vista como uma parte mais neutra e que pode atuar como uma facilitadora de conversas entre diversos grupos.
"[A adoção do texto] marca uma nova uma nova fase importante no papel da ONU no Iraque", disse Zalmay Khalilzad, embaixador dos EUA na ONU.
"A ONU está profundamente comprometida em ajudar as pessoas do Iraque", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao falar sobre a resolução.
"Um futuro pacífico e próspero vai ser criado pelos iraquianos com a ajuda da comunidade internacional", disse Ban.
Em uma carta ao CS da ONU, o ministro de Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, afirmou que é de interesse de seu país uma ampliação no trabalho da ONU nas questões humanitárias e políticas.
No Iraque, a ONU já ajudou a organizar eleições, atuou no processo de Constituição do país e a deu assistência no desenvolvimento de instituições governamentais. No entanto, as ações da organização no dia-a-dia no país foram restritas, devido a preocupações de segurança.
A ONU anunciou na última terça-feira (7) que espera aumentar seu pessoal no Iraque de 65 para 95 pessoas até outubro.
O escritório da ONU em Amã, na Jordânia, deve ficar mais focado nos programas humanitários, enquanto o de Bagdá se concentrará na assessoria técnica ao governo iraquiano.
O antigo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, retirou a equipe da ONU do Iraque em outubro de 2003, após bombardeios da sede da instituição em Bagdá. O primeiro bombardeio matou o brasileiro Sergio Vieira de Mello e mais 21 funcionários da instituição.
Annan autorizou em agosto de 2004 a ida de 35 enviados da ONU. Desde então, o número de funcionários já aumentou.
Com Associated Press e EFE


