Abbas afirma que ataques de Israel dificultam negociações
da Folha Online
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, condenou nesta quarta-feira, por meio de um comunicado, as recentes operações militares israelenses na faixa de Gaza e afirmou que elas emperram os progressos nas negociações pela paz.
"É impossível conduzir um processo de paz, avançar nas negociações e atingir resultados enquanto Israel continuar com sua política de ataques militares", afirmou Abbas.
| 25.jun.2007/AP |
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| Abbas (dir.) cumprimenta o Olmert em cúpula no Egito; líderes negociam Estado palestino |
Operações israelenses na faixa de Gaza mataram 13 palestinos desde a última segunda-feira (20). Ontem, duas crianças morreram na região em um ataque do Exército de Israel.
Abbas também diz na nota que a escalada de violência provocada por Israel na faixa de Gaza coloca em dúvida os desejos israelenses de conseguir um acordo de paz. O líder palestino ainda pede que a comunidade internacional interceda e pressione Israel para que cesse "seus crimes, agressões e ataques diários contra o povo palestino".
Os ataques na faixa de Gaza previnem escavações de túneis para o lado israelenses e visam a desarticular grupos que lançam foguetes para Israel, segundo informes do Exército israelense. No período dos ataques a que se refere Abbas, o movimento radical islâmico Hamas assumiu a autoria de ao menos nove foguetes contra o território israelense.
Ontem, um foguete atingiu uma escola de educação infantil na cidade israelense de Sderot, informou o Exército de Israel.
ONU
Michael Williams, enviado da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou hoje que Israel precisa fazer mais para apoiar o representante palestino Mahmoud Abbas.
Williams disse que a libertação de 250 prisioneiros palestinos e a transferência de fundos bloqueados para Abbas eram sinais positivos, mas se disse preocupado em relação aos próximos passos.
Na opinião do enviado estes passos incluem a facilitação da locomoção de palestinos na Cisjordânia e a libertação de mais prisioneiros.
Funcionários do gabinete de Abbas afirmaram que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, deve ainda cumprir a promessa de remover centenas de bloqueios que dificultam a movimentação dos palestinos na Cisjordânia.
Estado palestino
No dia 6 de agosto, Abbas e Olmert realizaram uma reunião que deu início a conversas sobre a criação de um futuro Estado palestino. Sem muitos detalhes, os líderes qualificaram o encontro de "construtivo".
O próximo encontro dos dois líderes em relação a este tema ocorrerá na semana que vem. Uma outra reunião já foi agendada para o início de setembro. As negociações devem estabelecer os princípios para a construção de um Estado palestino.
A expectativa é de que tal Estado possua um formato a ser discutido na conferência que será realizada em novembro --com medicação dos Estados Unidos-- entre israelenses e palestinos em Washington.
Williams afirmou que os próximos dois encontros entre Olmert e Abbas são "muito importantes" para determinar o futuro da conferência de novembro.
A União Européia quer que a conferência estabeleça as negociações finais sobre fronteiras, o futuro de Jerusalém e dos refugiados palestinos, segundo um diplomata do bloco.
As negociações não envolvem o Hamas, que não reconhece o Estado de Israel, nem renuncia à violência.
O movimento radical islâmico pede a destruição de Israel, mas líderes do movimento ofereceram uma trégua de longo termo em troca de um Estado palestino estabelecido na faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Desde junho, o Hamas controla a faixa de Gaza, o que fez com que os postos fronteiriços de Israel com o Egito fossem fechados. Apenas ajuda humanitária passa pelas barreiras. Este isolamento abate fortemente a já frágil economia da faixa de Gaza.
Com Efe e Reuters
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