Mundo
26/08/2007 - 21h50

Filhos de Lady Di lerão mensagens em ato de homenagem

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da Efe, em Londres

Os príncipes William e Harry lerão textos que refletirão seu "amor" pela mãe, a princesa Diana, durante a missa celebrada por ocasião do 10º aniversário da morte de Lady Di, informou neste domingo a imprensa britânica.

O ato, ao qual assistirão a rainha Elizabeth II, o ex-marido de Diana, o príncipe Charles, e a família da princesa morta, será celebrado na sexta-feira (31) na Capela da Guarda no quartel londrino de Wellington, e será transmitido ao vivo.

Os príncipes escolheram o local por ser a capela da divisão de cavalaria da qual eles são membros como oficiais do Exército na ativa, o que permitiu que evitassem a Catedral de São Paulo (Saint Paul's), onde Charles e Diana se casaram, e a Abadia de Westminster, onde ocorreu o funeral.

O serviço religioso será oficiado pelo capelão da divisão de cavalaria. Além das leituras feitas pelos príncipes, serão tocadas composições do russo Rachmaninoff, um dos preferidos de Diana, que colocava suas músicas nas viagens que fazia de carro com os filhos.

Também estarão presentes na cerimônia vários primeiros-ministros: o atual, Gordon Brown, seu antecessor, Tony Blair --que batizou Diana de "princesa do povo"-- e o conservador John Major.

Entre os convidados especiais estão alguns amigos de Diana, como os músicos Elton John e Cliff Richard, o cineasta Richard Attenborough e o fotógrafo de moda Mario Testino.

Polêmica

Sarah McCorquodale, irmã da princesa, também lerá um texto. Já o irmão de Diana, Charles Spencer, não fará nenhum discurso. No enterro de Lady Di, ele fez uma polêmica exéquia, na qual muitos enxergaram um ataque à monarquia.

Na ocasião, Spencer prometeu que a "família consangüínea" de Diana faria de tudo para proteger William e Harry, que tinham então apenas 15 e 12 anos, "de modo que suas almas não sejam imersas no dever e na tradição e possam cantar livremente", como a princesa desejava.

Além dos amigos, assistirão ao ato de sexta-feira algumas pessoas que Diana conheceu graças às obras beneficentes de que participava, além de 12 afilhados, pájens e damas de honra que a acompanharam em seu casamento, em 1981.

A maior polêmica foi gerada sobre a presença ou não de Camilla Parker-Bowles, atual esposa de Charles, que teve um caso com o príncipe durante o casamento dele com Diana e é considerada a grande culpada do fracasso no relacionamento dos dois.

No entanto, segundo Clarence House (a residência do príncipe de Gales), Camilla não participará do ato, pois teme que sua presença possa distrair a atenção da cerimônia.

Também não assistirão as namoradas de William, Kate Middleton, e Harry, Chelsy Davy, segundo fontes de palácio.

Família a-Fayed

Os príncipes convidaram a filha do proprietário das lojas Harrod's, Mohamed al-Fayed, Camilla al-Fayed. O meio-irmão dela, Dodi al-Fayed, foi o último namorado de Diana e morreu com a princesa no acidente de trânsito em Paris.

O pai de Dodi, que não foi convidado, sustenta desde então a tese, estampada recorrentemente no tablóide "Daily Express", que seu filho e Diana foram vítimas de uma conspiração de Estado elaborada, entre outros, pelo marido da rainha, o príncipe Philip, duque de Edimburgo.

Também assistirão algumas pessoas que trabalharam para a princesa, mas não seu ex-mordomo Paul Burrell, acusados por William e Harry de ter traído sua memória publicando um "livro falso", nem outros que lucraram às custas de Diana.

Entre as ONGs às quais a princesa ajudava e que serão representadas na cerimônia está o Truste Nacional da Aids, a Rede de Sobreviventes das Minas Terrestres, a Fundação Britânica do Pulmão e outras dedicadas à proteção das crianças.

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