Cartas e rainha fizeram Camilla desistir de ir à missa para Diana
da Efe, em Londres
Uma combinação de cartas cheias de ódio e pressões da rainha Elizabeth 2ª levou Camilla, mulher do príncipe Charles e duquesa da Cornualha, a decidir se ausentar da cerimônia em memória aos dez anos da morte de Diana de Gales, que será realizada na sexta-feira (31).
É o que afirmam os tablóides britânicos, depois que Camilla anunciou ontem a decisão, apesar de os dois filhos de Diana, William e Harry, terem solicitado sua presença.
O príncipe de Gales pediu que a esposa assistisse ao ato ao lado dele, da rainha, de seus filhos e de 500 convidados, mas, segundo especialistas no Palácio de Buckingham, a própria Elizabeth 2ª teria recomendado a ausência de Camilla devido à repercussão negativa.
O "Sun" afirma na edição de hoje que o ocorrido "é um desastre de relações públicas" para a Clarence House, casa do príncipe de Gales, e um grave revés para Camilla, que tanto tinha trabalhado nos últimos anos --com certo êxito-- para melhorar sua imagem pública.
Segundo uma fontes próxima à Clarence House, citada pela publicação, Camilla não tinha interesse em princípio de comparecer à missa, mas seus assessores a aconselharam a ir.
Uma pesquisa entre os leitores do "Sun", jornal de maior tiragem do país, feita no início do mês indicava que 91% deles eram contrários à presença de Camilla no ato.
Culpa
Muitos britânicos continuam com uma imagem quase angelical de Diana, morta há dez anos ao lado do namorado, Dodi al Fayed, em um acidente de trânsito em Paris enquanto o casal era perseguido por paparazzi.
Camilla é considerada por muitos a culpada pelo fim do casamento da princesa devido a suas relações adúlteras com o herdeiro do trono, embora o príncipe William tenha dito a um amigo que a relação entre seus pais fracassou pela incompatibilidade de personalidades.
A imagem de Diana foi atacada pela feminista Germaine Greer, que em artigo publicado no domingo no jornal "The Sunday Telegraph" destruía o mito, ao chamar a "princesa do povo" de "manipuladora" e "neurótica" e afirmar que sua vida tinha sido um "desastre".
"Como pode nosso futuro rei [Charles] estar tão desligado" do que o povo pensa, comenta no jornal "Daily Mail" Christopher Wilson, autor de um livro sobre Charles e Diana, que critica a teimosia do príncipe de Gales ao insistir em ter Camilla a seu lado em um ato que ameaçava se transformar em um "campo minado".
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