Mundo
28/08/2007 - 14h28

Missa de Diana provoca briga entre príncipe Charles e Camilla

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da Ansa, em Londres

O príncipe Charles e sua mulher Camilla, 60, tiveram a pior briga desde que se casaram devido à decisão da duquesa de Cornualha de não assistir nesta sexta-feira à missa especial em homenagem aos 10 anos de morte da princesa Diana, segundo o jornal inglês "The Daily Mail".

Camilla se decepcionou com o marido e seus conselheiros, que afirmaram várias vezes que seria apropriado para ela assistir à cerimônia religiosa.

A duquesa se sentiu particularmente magoada devido ao fato de que os cortesãos de Charles permitiram que o assunto ficasse em destaque por tanto tempo, e a obrigaram a dar um passo forçado no último momento, a somente cinco dias da missa, segundo o jornal.

Ela ficou enfurecida porque estava em dúvida desde o início de participar da cerimônia na Capela Real, perto do Palácio de Buckingham, de acordo com o "Daily Mail".

O assunto a deixou humilhada e deprimida, disseram amigos e pessoas mais próximas ao jornal.

"Charles é retratado como uma pessoa indecisa, mas quando decide por algo é muito difícil que mude de opinião. Ele queria que sua mulher o acompanhasse", disse uma fonte ao jornal.

"Camilla sentiu fortemente que foi obrigada a fazer manobras para ir à missa, inclusive contra seus desejos. Como resultado, ela temia sofrer os ataques que surgiram quando Diana morreu e foi vaiada nas ruas", afirmou a pessoa, que pediu para não ser identificada, ao jornal.

O jornal inglês "The Sun" informou que a duquesa de Cornualha passará a próxima sexta-feira (31), dia da missa, sozinha no Castelo de Birkhall, na Escócia, e provavelmente fará uma caminhada nas montanhas locais porque se sente novamente a "inimiga pública número um".

Enquanto isso, o resto da família real assistirá à missa em memória de Diana, que já gerou polêmicas no país sobre quem foi convidado e quem não.

O jornal "Daily Mail" revelou que depois de tomar a decisão de não ir, a mulher de Charles consultou a rainha Elizabeth 2ª e o conselheiro pessoal da monarca, Robin Janvrin, que a apoiaram.

A duquesa também conversou com o príncipe William, que estava descansando em Birkhall. Segundo a imprensa britânica, William e o irmão Harry estão entristecidos pela ausência de Camilla e magoados que a missa em memória de Diana tenha sido "boicotada" --segundo o termo utilizado pelo jornal.

"Eles queriam que fosse uma celebração da vida e das obras de Diana e uma ocasião para contemplar sua vida, que terminou tragicamente tão cedo", disse um amigo de William. A missa em memória de Lady Di será dirigida por Elizabeth 2ª, e seu marido, o príncipe Philip.

Estarão presentes o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, seu antecessor, Tony Blair, e o ex-primeiro-ministro John Major. Várias celebridades foram convidadas, entre elas Elton John e Cliff Richard, assim como representantes das 110 organizações beneficentes apoiadas por Diana em vida. Durante a cerimônia, William e Harry irão ler preces especiais ao lado da irmã da princesa, Sarah McCorquodale.

Diana e seu noivo, o multimilionário egípcio Dodi Al-Fayed morreram na noite de 31 de agosto de 1997 quando o carro em que viajavam bateu contra uma coluna do túnel da Ponte de l'Alma em Paris, na França. O motorista do casal, o francês Henri Paul, também morreu no acidente.

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