Mundo
29/08/2007 - 08h53

Reino Unido homenageia Diana dez anos após a sua morte

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PEDRO ALONSO
da Efe, em Londres

O Reino Unido prestará homenagem a Diana de Gales nesta sexta-feira (31), dez anos depois da trágica morte da "princesa do povo", em um acidente automobilístico ocorrido em Paris no dia 31 de agosto de 1997.

O ato principal da comemoração será um serviço religioso com a presença dos filhos de Lady Di, os príncipes William e Harry; seu ex-marido, o príncipe Charles, herdeiro da Coroa; e da rainha Elizabeth 2ª, entre outros membros da Família Real.

O tributo será marcado pela ausência de Camilla Parker-Bowles, segunda mulher do príncipe Charles e rival de Diana. O local escolhido foi a Capela da Guarda Real, perto do palácio de Buckingham, residência oficial de Elizabeth 2ª.

William, 25, e Harry, 22, lerão textos que falam de seu "amor" por sua mãe. Eles escolheram a capela de que são membros, como oficiais do Exército. Além disso, o local permite aos príncipes, que tinham 15 e 12 anos quando morreu sua mãe, evitar a catedral de São Paulo, onde Diana e Charles se casaram, ou a Abadia de Westminster, que recebeu o funeral.

A cerimônia também contará com a presença de parentes de Diana, além do primeiro-ministro do Reino Unido, o trabalhista Gordon Brown, e seus dois antecessores: Tony Blair, que chamou Diana, após a sua morte, de "princesa do povo", e o conservador John Major.

Entre os convidados, estão ainda alguns amigos de Diana, como os músicos Elton John e Cliff Richard, o ator e diretor de cinema Richard Attenborough e o fotógrafo de moda Mario Testino.

Ausência

Sem dúvida alguma, a grande ausente será Camilla. A duquesa da Cornualha foi convidada pelos filhos de Diana, mas no domingo (26) fez um surpreendente anúncio e informou que não acompanhará à Família Real.

Em comunicado oficial, a duquesa explicou que sua presença "poderia tirar a atenção do objetivo do ato, que é homenagear a vida e o serviço público de Diana".

A possível presença de Camilla--que Lady Di culpou publicamente pelo fracasso de seu casamento com Charles-- tinha causado mal-estar entre os admiradores da princesa.

Margaret Funnell, co-fundadora de um círculo de admiradores de Diana, tinha considerado "reprovável" que Camilla, "a mulher que causou tanta dor a Diana em sua breve vida", assistisse agora ao serviço em sua memória. Ironicamente, a duquesa se casou com seu primeiro marido, o oficial de cavalaria Andrew Parker-Bowles, na mesma capela.

Seja como for, o fato de que o povo britânico tenha aceitado o casamento de Charles e Camilla --algo impensável pouco depois da morte de Diana-- demonstra que a antiga animosidade pública vem diminuindo.

Elogios e críticas

Ao mesmo tempo, Diana continua provocando divisões. Os seus partidários elogiam seu trabalho beneficente, e seus detratores criticam o lado frívolo da princesa, como ícone da imprensa sensacionalista e das revistas sentimentais.

Parece improvável uma reedição da insólita onda de sentimentalismo que tomou conta do Reino Unido após a morte de Diana. Mas a sua lembrança será sentida não só na cerimônia religiosa, mas em numerosos atos em todo o país.

A rede britânica BBC vai exibir novamente em um de seus canais digitais o funeral da princesa. Já o palácio de Kensignton, antiga residência de Lady Di, e a National Portait Gallery prepararam exposições sobre sua vida.

Admiradores de Diana, como fazem todos os anos a cada 31 de agosto, deverão depositar ramos de flores às portas do palácio de Kensington.

Silêncio

O milionário egípcio Mohamed al Fayed, dono das lojas de departamento Harrods, anunciou nesta terça-feira que o estabelecimento guardará na sexta-feira dois minutos de silêncio em memória de Diana de Gales e de seu filho, Dodi, namorado de Lady Di.

Diana, 36, morreu ao lado de Dodi al Fayed, 42, e do motorista Henri Paul. O seu carro bateu em uma coluna de um túnel, em Paris, quando era perseguido por vários paparazzi.

A "princesa do povo" continua dando o que falar. Uma investigação aberta no Reino Unido para esclarecer as circunstâncias do acidente começará seus trabalhos em outubro.

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