27/10/2001
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13h15
Milhares de membros de tribos paquistanesas fortemente armados, em uma caravana de cem caminhões, se dirigem para a fronteira com o Afeganistão, com o objetivo de apoiar o Taleban na luta contra os Estados Unidos, segundo informações do governo paquistanês.
"Liderados por Sufi Mohammad, chefe do Tehreek Nifaz-e-Sharia Mohammad (TNSM, movimento que reivindica a aplicação da lei islâmica), os paquistaneses encontravam-se, hoje, perto da fronteira, na zona tribal de Bajaur (noroeste)", disse um responsável do Ministério do Interior do Paquistão.
Um porta-voz do movimento indicou por telefone que 10 mil pessoas avançavam na direção da fronteira. "Resistiremos, se as autoridades tentarem nos deter. A jihad (guerra santa) vai começar aqui", disse o porta-voz Qazi Ihsanullah.
A polícia local afirmou que os membros das tribos levavam rifles Kalashnikov, lança-foguetes e outras armas. "Até agora, não fomos instruídos pelo governo nem para detê-los nem para permitir que eles passem para o Afeganistão", disse Ihsanullah, um responsável do governo local.
Nas zonas tribais, existe um forte sentimento pró-Taleban. Nesses locais, houve várias manifestações contra os Estados Unidos desde o início dos bombardeios, no último dia 7.
Os líderes do Taleban pediram aos membros das tribos que esperassem um sinal do líder supremo, mulá Mohamad Omar, antes de iniciar o movimento. "Em um primeiro momento, o mulá Omar nos aconselhou a esperar e entrar no Afeganistão apenas quando fosse necessário, mas respondemos que iríamos permanecer no Afeganistão como uma força reserva. Também dissemos ao Taleban que nos alimentaremos com nossos próprios recursos, já que levamos alimentos e artigos de primeira necessidade", disse Ihsanullah.
O mulá Omar convocou as tribos paquistanesas que vivem na fronteira a fornecer milhares de homens para lutar contra os bombardeios americanos. O chamado foi entregue por meio de Abdul Bari Marufi, líder da tribo Rodi Alizei, e divulgado entre os diferentes grupos da Província do Baluquistão (sudoeste do Paquistão).
Uma primeira reunião entre Abdul Bari e Omar teria acontecido antes dos atentados de 11 de setembro, segundo fontes tribais.
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Paquistaneses armados avançam para apoiar o Taleban
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da France Presse, em Islamabad (Paquistão)Milhares de membros de tribos paquistanesas fortemente armados, em uma caravana de cem caminhões, se dirigem para a fronteira com o Afeganistão, com o objetivo de apoiar o Taleban na luta contra os Estados Unidos, segundo informações do governo paquistanês.
"Liderados por Sufi Mohammad, chefe do Tehreek Nifaz-e-Sharia Mohammad (TNSM, movimento que reivindica a aplicação da lei islâmica), os paquistaneses encontravam-se, hoje, perto da fronteira, na zona tribal de Bajaur (noroeste)", disse um responsável do Ministério do Interior do Paquistão.
Um porta-voz do movimento indicou por telefone que 10 mil pessoas avançavam na direção da fronteira. "Resistiremos, se as autoridades tentarem nos deter. A jihad (guerra santa) vai começar aqui", disse o porta-voz Qazi Ihsanullah.A polícia local afirmou que os membros das tribos levavam rifles Kalashnikov, lança-foguetes e outras armas. "Até agora, não fomos instruídos pelo governo nem para detê-los nem para permitir que eles passem para o Afeganistão", disse Ihsanullah, um responsável do governo local.
Nas zonas tribais, existe um forte sentimento pró-Taleban. Nesses locais, houve várias manifestações contra os Estados Unidos desde o início dos bombardeios, no último dia 7.
Os líderes do Taleban pediram aos membros das tribos que esperassem um sinal do líder supremo, mulá Mohamad Omar, antes de iniciar o movimento. "Em um primeiro momento, o mulá Omar nos aconselhou a esperar e entrar no Afeganistão apenas quando fosse necessário, mas respondemos que iríamos permanecer no Afeganistão como uma força reserva. Também dissemos ao Taleban que nos alimentaremos com nossos próprios recursos, já que levamos alimentos e artigos de primeira necessidade", disse Ihsanullah.
O mulá Omar convocou as tribos paquistanesas que vivem na fronteira a fornecer milhares de homens para lutar contra os bombardeios americanos. O chamado foi entregue por meio de Abdul Bari Marufi, líder da tribo Rodi Alizei, e divulgado entre os diferentes grupos da Província do Baluquistão (sudoeste do Paquistão).
Uma primeira reunião entre Abdul Bari e Omar teria acontecido antes dos atentados de 11 de setembro, segundo fontes tribais.
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