Relatório oficial dos EUA aponta fracasso no Iraque, diz "Post"
da Folha Online
Um relatório oficial elaborado pelo Escritório de Supervisão do Governo dos Estados Unidos [GAO, na sigla em inglês] aponta que o Iraque não alcançou os 18 objetivos fixados pelo Congresso americano para o progresso político e militar, de acordo com o "Washington Post".
Segundo o jornal, o documento sobre o país árabe, intitulado "Levando Segurança, Estabilizando e Reconstruindo o Iraque", afirma que foram atingidos "apenas três dos 18 objetivos" fixados por congressistas americanos para avaliar seu progresso político e militar.
A versão definitiva do documento deve ser enviada na próxima terça-feira (4) ao Congresso dos EUA. Enquanto isso, a Casa Branca prepara o seu próprio relatório, que será apresentado na segunda semana de setembro. O general David Petraeus, comandante militar dos EUA no Iraque, deve expor aos congressistas suas propostas estratégicas.
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Ao contrário da conclusão mostrada pelo GAO, ele deve apresentar um cenário de progressos na segurança e de promessa de reconciliação entre diferentes facções no Iraque.
O documento também contradiz o panorama exposto pelo governo de George W. Bush em julho, que indicava diminuição na violência após o início de ampla ofensiva em Bagdá, no início do ano. "A média de ataques diários contra civis continua a mesma de seis meses atrás".
"O plano de segurança pretendia reduzir a violência mas, embora haja menos ataques contra força americanas, o número de ações contra civis continua o mesmo", diz o documento.
De acordo com o relatório, a "capacidade das forças de segurança iraquianas também não progrediu". "Algumas unidades enviadas a Bagdá seguem diferentes grupos, e algumas têm ligação com milícias xiitas, o que dificulta sua ação contra extremistas xiitas", diz o GAO.
Em resumo, o texto conclui que "a principal legislação não foi aprovada, a violência continua alta, e não está claro se o governo iraquiano irá empregar US$ 10 bilhões na reconstrução".
Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca, declarou ao jornal que "não é surpreendente que o Escritório de Supervisão do Governo proporcione esse tipo de análise, dada a "difícil tarefa de avaliação encomendada pelos congressistas".
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