Mundo
31/08/2007 - 12h00

Britânicos prestam homenagem a Diana no 10º aniversário da morte

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da Folha Online

O Reino Unido marca o aniversário de dez anos da morte de Diana com uma cerimônia oficial nesta sexta-feira. A princesa de Gales morreu em 31 de agosto de 1997 em um acidente de carro ocorrido em Paris, ao lado do então namorado, o milionário egípcio Dodi al Fayed.

Em discurso durante o ato, os príncipes William, 25, e Harry, 22, filhos de Diana, a descreveram como a "melhor mãe do mundo". "Perder a mãe de uma forma tão repentina, e ainda tão jovens, é algo muito chocante e triste", disse Harry, que tinha 12 anos na época.

Lewis Whyld/AP
Os príncipes William e Harry, filhos de Diana, durante homenagem em memória da mãe
Os príncipes William e Harry, filhos de Diana, durante homenagem em memória da mãe

"Foi algo que mudou nossas vidas para sempre. Mas o mais importante, neste momento e no futuro, é lembrar nossa mãe da forma como ela era: amorosa, generosa e verdadeira. Para nós, que éramos apenas duas crianças, ela foi simplesmente a melhor mãe do mundo", disse.

Harry e William organizaram a homenagem, que teve início ao meio-dia (7h de Brasília) na Capela Real, perto do Palácio de Buckingham. O príncipe Charles, a rainha Elizabeth 2ª e seu marido, o príncipe Philip, estavam entre os 500 convidados.

O príncipe Andrew, irmão de Charles, e a princesa Anne também estiveram presentes, além do premiê Gordon Brown, e dos ex-premiês John Major e Tony Blair.

Entre os convidados estiveram ainda celebridades como os músicos Elton John e Cliff Richard, o ator e diretor Richard Attenborough e o fotógrafo de moda Mario Testino.

A segunda mulher do príncipe Charles, Camilla, foi convidada, mas não compareceu ao ato.

Em comunicado, a mulher de Charles --a quem Diana se referia como a "terceira pessoa" em seu casamento-- reconheceu que estava "profundamente comovida" com o fato de os príncipes William e Harry a terem convidado para assistir ao ato em lembrança de sua mãe.

Lewis Whyld/AP
A rainha Elizabeth 2ª esteve entre os 500 convidados para a cerimônia para Diana
A rainha Elizabeth 2ª esteve entre os 500 convidados para a cerimônia para Diana

No entanto, ela decidiu viajar para a casa de verão do marido na Escócia, onde ficará cercada pelas montanhas enquanto a família real britânica assiste à cerimônia, segundo o 'The Sun'.

Mohamed al Fayed, o pai de Dodi al Fayed, que acusa a família real de elaborar um plano secreto para assassinar seu filho e a princesa de Gales, não foi convidado para a cerimônia.

Ela fez dois minutos de silêncio em sua loja de departamentos, a Harrod's, para lembrar a morte do casal. No entanto, sua filha, Camilla al Fayed, compareceu à cerimônia oficial.

Muitos britânicos deixaram buquês de flores, poemas e flores no portão do palácio de Kensington, onde a princesa viveu, no dia que marca o décimo aniversário de sua morte.

"Ela afetou profundamente as nossas vidas, mesmo nos Estados Unidos. Ela trouxe calor humano ao palácio, e era o que a monarquia precisava", disse Arlene Fitch, 54, de Boston.

O mito

Criticada por alguns, admirada pela maioria, a figura de Lady Di marcou época, mudou a imagem da família real britânica, e ainda perdura para muitos no Reino Unido e em todo o mundo. Diana, que se tornou uma das maiores celebridades mundiais após entrar para a mais alta hierarquia da realeza britânica, nunca foi mesmo uma plebéia.

Max Nash/AP
Britânico coloca flor sobre foto de Diana no portão do palácio de Kensington
Britânico coloca flor sobre foto de Diana no portão do palácio de Kensington

Ela se tornou Lady Diana Spencer seis anos antes de se casar com o príncipe Charles, quando, em 1975, seu pai herdou o título britânico Earl Spencer e visconde de Althorp.

Desde a infância, Lady Di mantinha relações amigáveis com a família real britânica. Ela teria brincado com os príncipes Andrew e Edward quando sua família alugava a propriedade de Park House, da rainha Elizabeth 2ª, a casa onde nasceu. Em 1977, aos 16 anos, ela reencontrou o irmão mais velhos dos príncipes, Charles, que tinha aproximadamente 13 anos a mais que Diana.

O noivado foi anunciado em 24 de fevereiro do ano seguinte. Diana, apelidada pela imprensa de "Shy Di" ("tímida Di", em tradução livre) tinha 19 anos; Charles, 36. O compromisso foi materializado em um anel com 14 diamantes e uma safira de 18 quilates. A imagem pública de Shy Di era impecável: jovem, bonita, bem-nascida e, segundo ela própria, virgem.

O casamento

Charles e Diana se casaram em 1981 em uma cerimônia luxuosa na catedral St.Paul em Londres. Os primeiros anos do casamento e aparições públicas mostravam um casal feliz, mas em 1985, começam rumores de que a família real não era tão feliz quanto parecia.

AP
Princesa Diana e o príncipe Charles acenam para o público após casamento em 1981
Princesa Diana e o príncipe Charles acenam para o público após casamento em 1981

Diana teve seu primeiro filho, William, em 1982. Dois anos depois, nasceu Harry, o caçula.

Em 1986, Charles retoma seu relacionamento com Camilla Parker-Bowles, que era casada e com quem mantinha um romance de idas e vindas há muitos anos, e fica cada vez mais explícito que o relacionamento do casal real não andava bem.

Em 1996, Diana e Charles concordam com os termos de seu divórcio e no seguinte o consumam.

Sempre alvo de interesse dos tablóides, o novo romance de Diana, com o milionário Dodi Al Fayed é anunciado no início de agosto 1997. No final do mês, ocorre o acidente em Paris.

Polêmica

Em 2007, a presença de Diana e as polêmicas em torno de seu nome voltaram com força.

22.ago.1997/AP
Lady Di e Dodi al Fayed, que morreram em acidente de carro Paris em 1997
Lady Di e Dodi al Fayed, que morreram em acidente de carro Paris em 1997

O canal de TV privado britânico Channel 4 anunciou que iria transmitir um programa contendo fotos do acidente que matou Diana, apesar do apelo feito pelos filhos da princesa.

O secretário particular dos príncipes William e Harry, Jamie Lowther-Pinkerton, escreveu para a emissora dizendo que eles sentiam que exibir as fotos seria um "grande desrespeito" à memória da mãe. Lowther-Pinkerton escreveu: "Se fosse a sua ou a minha mãe morrendo naquele túnel, iríamos querer a cena transmitida para a nação? Ou iria a nação querer isso?"

As fotos foram feitas por fotógrafos franceses na noite do acidente, em 31 de agosto de 1997.

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